|
Existem relatos históricos escabrosos sobre violência sexual
contra crianças. Sigmund Freud (1856-1939) não apenas tinha
amplo conhecimento dos fatos, como sabia que seu próprio pai,
Jacob, violentava regularmente seu irmão e sua irmã.
Sua paciente Emma foi uma das vítimas do crime quando tinha 12
anos.
Freud insurge-se pioneiramente contra essa barbárie lançando,
em conferências em 1896, a corajosa Teoria da sedução,
denunciante dos efeitos nocivos das imposições contra crianças.
O boicote contra a teoria foi imediato. Muitos médicos eram
estupradores e violadores e não podiam concordar. A máquina
corporativa funcionou azeitada. A "Wiener Klinische
Wochenschrift" divulgou as atas das conferências. Mas da Teoria
da Sedução apenas simples nota. O "Neurologisches" noticiou as
conferências detalhadamente. Mas veja a fraude em fabricação: a
Teoria da Sedução não foi nem se quer mencionada.
Em Abril de 1896, Freud descreve a Fliess a conferência, carta
essa boicotada das publicações conhecidas ironicamente como
"Correspondências Completas de Freud". O desabafo com o amigo
Fliess valeu-lhe nova ducha de água fria: Fliess também
violentava o filho Robert. A Teoria da Sedução estava em total
desacordo com a literatura médica, que já manipulava as
histórias reais de estupros como meras fantasias.
A teoria contrariava outras teorias acadêmicas e práticas de
prostituição. Salvo os estuprados, Freud não conseguiu adeptos.
Pelo contrário, criou inimizades, isolamento e quase foi à
falência. É dele o desabafo: "Senti-me desprezado por todos.
Pela primeira vez, meu consultório está vazio. Não posso começar
nenhum novo tratamento e nenhum dos antigos foi completado".
Esse foi o calcanhar-de-aquiles de Freud. O único modo de
reconquistar o apoio da classe foi abandonar a Teoria da
Sedução, em Setembro de 1897.
O Complexo de Édipo é uma fraude montada para substituir a
Teoria da Sedução de Freud
Mas a reconciliação completa só se deu quando, num golpe de
mestre, substituiu a Teoria da Sedução pelo Complexo de Édipo:
um passe mágico transmutando vítima infantil em autora e
marmanjo estuprador em vítima das tentações edipianas, para
total aplauso de colegas, amigos e parentes.
Mesmo após ter abandonado a Teoria da Sedução, Freud se depara
com mais provas clínicas de crianças violentadas sexualmente.
Nada diz em público, para evitar retaliações, mas confidencia o
fato em carta a Fliess em Fevereiro de 1897, também sonegada das
"Correspondências Completas".
Vê-se, assim, que o produto edipiano é mero embuste criado por
propaganda enganosa de espertalhões. Os fatos presenciados por
Freud evidenciavam o adulto impondo práticas sexuais contra
pequerruchos que, por sua vez, não as desejavam nem
incentivavam. a Teoria da Sedução alertava para o efeito
patológico das reminiscências da violência sexual imposta. O
Complexo de Édipo lança suspeita universal de que a criança
deseja o ato sexual, incentivando e participando de forma ativa.
Decorridos mais de 80 anos, o mundo não mudou muito. Em 1980,
Jeffrey Masson, faz um achado histórico: localiza documentos
ardilosamente sonegados ao público pelos psicanalistas,
mostrando que o Complexo de Édipo é uma fraude montada com
interesses corporativos graças à cumplicidade da imprensa da
época.
Ao divulgar suas descobertas, Masson é demitido do cargo de
diretor do IPA (International Psychoanalytical Association,
fundada por Freud em 1910), em vez de ser agraciado. O Complexo
de Édipo é mais do que saber falsificado. Nasceu na tentativa de
encobrir criminosos estupradores. Sua difusão atual, depois de
comprovado como embuste, deve ser encarada não só academicamente
como fraude científica, mas enfrentada também judicialmente como
propaganda enganosa, pois ludibria a sociedade e jovens
acadêmicos e incentiva a impunidade.
Sem a cumplicidade da imprensa da época, a sociedade já
estaria livre da farsa edipiana. A própria imprensa pode agora
aposentar Édipo, até porque o estoque de otários chegou a fim!
 |