ENTENDA A MORTE DA PANSOFIA OU CORINGA

PProf. Jacob Bettoni

O recurso da Pansofia ou coringa é um conceito que tudo explica em dado ramo do conhecimento em  determinado momento histórico. O coringa tem sido adotado por todos os ramos da ciência: o flogisto tudo explicava, o éter tudo explicava, o diabo tudo explicava e agora o inconsciente tudo explica. O coringa pode ser compreendido à luz dos mecanismos paradigmáticos:

a) Paradigma é um conjunto de axiomas que conferem ou indeferem o apriori científico em dada área do conhecimento em certo momento histórico;

b) Um dos mecanismos paradigmáticos é o do ciclo vital informando que todo e qualquer paradigma possui três fases principais: estimulante, paralisante e revolucionária; (continua abaixo letra c)

c) É recorrência histórica da fase paralisante de todo e qualquer paradigma indica que uma série crescente de problemas tem a sua solução científica protelada deixando de ser resolvido naquele momento;

d) este acervo de problemas não resolvidos é arquivado numa espécie de caixa preta, de saco de despejo. Este saco de despejo é a pansofia ou o Coringa;

e) é fácil perceber que o coringa deixa rigorosamente sem qualquer explicação exatamente aqueles temas constelados no slogan do tudo explica;

f) Quando surge o paradigma emergente naquela área do conhecimento, uma  das primeiras tarefas dos pioneiros consiste exatamente em abrir a caixa preta do coringa que tudo explicava no paradigma anterior e resgatar todos os eixos temáticos englobados pelo coringa, oferecendo agora uma visão efetivamente científica, o que implica automaticamente na morte do coringa que estava de plantão naquela área do conhecimento durante a fase paradigmática paralisante;

g) O átomo já explicou tudo para a Física. Quando a nova geração entrou em cena e resolveu abrir essa caixa preta encontrou lá dentro do que era até então a última partícula, centenas  de partículas subatômicas;

h) Considere agora que todas as ciências consteladas pelo Paradigma do Passivismo Psíquico ou PPP S(Psicologia, Psicanálise, Psicopedagogia etc.) encontram-se afetadas por paralisia paradigmática há quase três décadas;

i) Isso explica a insaciável necessidade de repetir e frisar cada vez com mais ênfase que o inconsciente tudo explica  e que por outro lado o grande problema a ser resolvido é o da consciência;

j) No exato momento em que os pioneiros da noergologia entram em cena, que é o paradigma emergente nessa área, recebem como uma das primeiras missões exatamente a tarefa de abrir a caixa preta, resgatando cada um dos incontáveis fenômenos englobados pelo coringa que tudo explicava, obrigando cada um desses fenômenos a passarem pelas duas cláusulas de barreira da cientificidade, que são: vínculo axiomático e replicabilidade empírica;

k) consequentemente o paradigma emergente da Noergologia aposentou por completo todos os conceitos conectados ao velho coringa que tudo explicava. Por isso em Noergologia não usa nem o termo inconsciente, por ser utopia, nem o termo consciente, por ser pleonasmo. Tampouco nenhum dos conceitos correlacionados são usados tais como subconsciente, supraconsciente, o self, o eu, o ego, o id, o superego:

l) a história novamente se repete: tal Como os físicos localizaram centenas de partículas subatômicas dentro do átomo, que até então deveria ser a derradeira e inviolável partícula, noergologistas estão conseguindo mapear e identificar   centenas de nanomecanismos ocorrendo nos diversos fenômenos até agora deixados sem explicação pelo inconsciente que dizia tudo explicar.  De sorte que a morte do Coringa é um momento de festa, de comemorações, de alegria. Porque a morte do inconsciente representa o marco histórico em que as ciências consteladas até agora pelo paradigma do PPP, finalmente atingem a possibilidade de alcançarem merecido progresso, já que o tão esperado paradigma emergente na área do sistema pensamento-cérebro finalmente chegou: NOERGOLOGIA.Venha participar você também  desse admirável mundo novo.

A MORTE DO INCONSCIENTE, 
PELO DESPERTAR DA HUMANIDADE, Noergologista Gustavo Luiz Gava


Quem és tu, sombra dos fracos?
Eras um fantasma da escravidão,
agonia dos mártires.

 

 Governaste por séculos
Mas saibas que a nova era chegou!
Os escravos se rebelaram:
Aqueles mesmos que cegaste.

Foste o inferno dos vernáculos
As chagas de óculos
Nos corpos que apedrejaste.

  Hierarquia histérica

... Sentença vaginal

Hermenêutica patética

...Falo pineal?!

O que fizeste com a humanidade

Foi pior que bomba atômica

Sentenciavas o pensamento com imunidade

Santíssima trindade tônica!

Sabemos de tua falsidade

Agora te afogas em voz agônica!

 O divã está esmorecendo

Junto a tua carcaça eloqüente.

Por isso saibas, inconsciente,

Tu estás apodrecendo!

Teu pai quando moribundo questionou

Duvidar-te-ia em pleito

Dentre teorias que anuviou.

Levaste contigo a incerteza no peito.

E os estigmas da bruxaria que plagiaste

... Revelam-se em teu leito.

Oh!... Anátema inquisidor

 Ouçamos o teu brado gutural

O estupro na estória...

Estás padecendo escória                                                   

És sucata cultural!!!