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O domínio dos mecanismos
paradigmáticos, é pré-condição para a compreensão de
qualquer paradigma emergente e para o correto procedimento
científico em qualquer paradigma.
Por
isso, no curso de pós graduação em Noergologia a cadeira
fundamental é a de Análise Paradigmática, habilitando o
aluno a realizar o MAPEAMENTO DOS AXIOMAS de paradigma
emergente em qualquer área do conhecimento.
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Verdade
é que todo e qualquer paradigma emergente é o resultado
pressões culturais dinâmicas. Por outro lado, os pioneiros
do paradigma emergente constroem teorias e práxis à luz do
paradigma emergente mediante uma desconstrução histórica.
Surge um aparente paradoxo para o olhar superficial da
questão: é correto que o paradigma emergente nasceu do
mapeamento dos axiomas implícitos no dinamismo
transcultural.Por outro lado, as novas teorias e práxis
não mais se baseiam no paradigma precendente, que agora é
obstáculo ao progresso científico. |
Iisso
explica a denúncia tão mal compreendida de Khun de que os
militantes de um paradigma na fase paralisante obstruem o
progresso ao invés de estimulá-lo.
Basta
ver a história:
foram
sempre os DOUTORES em geocentrismo que condenaram Bruno,
em teoria demogênica das varíola que condenaram o
descobridor do Pox vírus, etc.
É importante salientar que as teorias do paradigma
antecedente constituem um obstáculo e não mais um
sustentáculo referencial. |
Ou
seja, o conhecimento prévio alavanca o conhecimento
posterior apenas na fase paradigmática estimulante e na
primeira metade da fase paradigmática paralisante.
A
partir da segunda metade do ciclo paradigmático
paralisante e sobretudo na fase estimulante do próximo
paradigma emergente o novo conhecimento não mais se ancora
no conhecimento precedente,
pelo
contrário descarta-o por incompatibilidade PARADIGMÁTICA. |