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BRINCANDO COM O PILOTO AUTOMÁTICO DA MEGANE

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Added > 3/10/2013  Views > 4478  Rating > 0

O CÉREBRO NO PILOTO AUTOMÁTICO

Ng. Jacob Bettoni

www.noergologia.com.br

Há momentos em que tirar o cérebro do piloto automático atrapalha. Por exemplo, o pianista que esta no estado de fluxo executando com envolvimento absoluto uma linda peça de Mozart.

Há outros momentos em que o cérebro no piloto automático é que atrapalha. Por exemplo: o megatleta, chamado antigamente de doente mental, que criou com perfeição a megane comandando seus problemas, que agora o atrapalham exatamente porque estão no piloto automático.

Como tirar o cérebro do piloto automático, eis a questão.

Noergologia conhece o conceito de cérebro no piloto automático e sabe quando isso ajuda e quando atrapalha. Problemas meganérgicos comandados por excelentes meganes estão sempre no piloto automático. Uma excelente técnica para iniciar a desativação de uma megane, é tirá-la do piloto automático o que é perfeitamente possível mediante o uso de duas técnicas simultâneas: a) Desincentivar qualquer atividade do hemisfério direito; b)surpreendendo o hemisfério esquerdo com uma superdosagem de atividades lógicas, exigindo a interferência do lobo frontal a todo o instante.

Exemplos: relacionar problemas de forma organizada e escrita: além disso, submeter cada problema a rigorosa depuração semântica, refletir sobre decisões de como hierarquizar todos os problemas sob a ótica da axiografia, procurando a todo instante ser perfeccionista e aprimorar mais ainda o que bom já está. A pesquisa científica abaixo mostra uma situação em que isso já está comprovado, no caso específico de meganes comandando movimentos procedurais.

Ora, problemas meganérgicos muitas vezes também envolvem movimentos procedurais, tais como TOC e o Tique. Mas, como pensamentos recorrentes também são comandados por meganes, fica fácil de perceber que a superdosagem de atividades do lobo frontal e do hemisfério esquerdo contribuem para a desativação do piloto automático comandado por meganes. E o Instituto de Noergologia já possui um acervo de problemas meganérgicos diversos resolvidos com noerobica, práxis que no seu primeiro tempo de duração utiliza técnicas bicamerais objetivando tirar comandos meganérgicos do piloto automático.

Além disso, a pesquisa também comprova com ressonância magnética que “O interessante do estudo é mostrar, com a ajuda de exames de ressonância magnética funcional, que a tentativa de descobrir a seqüência secreta ao invés de simplesmente deixar o cérebro apertar os botões à vontade gera uma grande ativação do córtex frontal, que atrapalha a conversa entre outras regiões do cérebro que deveriam estar cuidando do aprendizado automático.”  

Ou seja, o jogo bicameral de dois tempos praticado por megatletas bem treinados por Personal Mind Trainer é uma significativa conquista evolutiva noergológica.

 

 informações pertienentes

: //www.mpsnet.net/virtualshop/TemasPolemicos.html

Font: Fletcher PC, Zafiris O, Frith CD, Honey RAE, Corlett PR, Zilles K, Fink GR. On the benefits of not trying: brain activity and connectivity reflecting the interactions of explicit and implicit sequence learning. Cerebral Cortex Advance Access, 10/11/2004.

 

A interferência do lobo frontal às vezes dificulta o aprendizado, mostra estudo. Quem toca piano ou outro instrumento musical conhece o problema: aquela música que você conhece de cor há anos só sai inteira e certinha se você não tentar pensar onde colocar os dedos. Ou sai de primeira, como se os dedos ‘soubessem’ o caminho sem o cérebro, ou você empaca e precisa recomeçar do começo.

O problema se explica, até onde se sabe, por um embate entre duas regiões diferentes do cérebro que participam do controle motor: o córtex frontal, que distribui ordens e supervisiona sua execução, e os núcleos da base, mais no interior do cérebro, que guardam as seqüências completas de comandos que o córtex deve dar aos músculos. Movimentos recém-aprendidos precisam de decisões constantes do córtex para serem executados, e você se sentirá lendo cada nota na pauta antes de pensar em onde colocar qual dedo.

Movimentos bem aprendidos, no entanto, não dependem mais de decisões do córtex – na verdade, tentativas de interferência do córtex acabam atrapalhando os planos dos núcleos da base, que a essa altura já conseguem dar conta do recado sozinhos, e precisam apenas que o córtex passe adiante os comandos para os músculos, sem acrescentar idéias novas.

De acordo com um estudo publicado em novembro na revista Cerebral Cortex, pensar demais não atrapalha só os músicos tentando tocar no ‘piloto automático’: a interferência do córtex frontal também é prejudicial em outras tarefas que requerem respostas rápidas.

O chamado ‘aprendizado automático’ acontece quando seu cérebro aprende sem que você note que está aprendendo, seja o assunto regras gramaticais, uma musiquinha, seqüências de letras ou a ordem de botões a apertar – como no estudo de Paul Fletcher e seus colegas, da Universidade de Cambridge (Reino Unido) e três outros centros de pesquisa europeus.

A equipe pediu a 11 voluntários para tocar um de quatro botões, dependendo da instrução que aparecesse na tela. Após cada toque, aparecia nova instrução na tela – e a tarefa consistia em fazer 300 toques o mais rápido possível. Todos os voluntários sabiam que, em meio ao exercício, uma seqüência de 10 toques se repetiria dezenas de vezes. Alguns deveriam tentar descobri-la; os outros não precisariam se preocupar com ela.

Em exercícios como esse, os voluntários acabam aprendendo inconscientemente a seqüência e executam-na mais rapidamente do que outros conjuntos de toques – assim como nossos dedos digitam no teclado palavras muito usadas como ‘cérebro’ e ‘neurônio’ mais rapidamente do que as outras (tá, os meus dedos pelo menos). Fletcher e seus colegas descobriram que todos os voluntários melhoraram consideravelmente ao longo da tarefa, isto é, apertavam o botão correto cada vez mais rápido ao longo do teste. Ou seja: aprendiam.

Mas aqueles que tentavam descobrir a seqüência que se repetia eram sempre mais lentos do que os outros, e só ao final do teste conseguiam apertar os botões tão rapidamente quanto aqueles que não tentavam encontrar os 10 toques que se repetiam. Pensar demais às vezes atrapalha.

Nada muito grave, claro: estamos falando de reações apenas 15% mais lentas quando se tenta descobrir o que se está aprendendo antes do aprendizado em si. O interessante do estudo é mostrar, com a ajuda de exames de ressonância magnética funcional, que a tentativa de descobrir a seqüência secreta ao invés de simplesmente deixar o cérebro apertar os botões à vontade gera uma grande ativação do córtex frontal, que atrapalha a conversa entre outras regiões do cérebro que deveriam estar cuidando do aprendizado automático.

O curioso é que, no final das contas, é o mesmo cérebro que aprende, quer ele note isso ou não. E, se nota o que está fazendo, ele mesmo se atrapalha no processo. Um daqueles raros casos em que pensar demais faz mal.

 
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