MECANISMOS PERCEPTIVOS E TRÂNSITO
Jacob Bettoni
Noergologista,
Coordenador do Curso de Pós-graduação em Noergologia,
Diretor do Instituto de Pesquisas em Noergologia
Autor de “Revolução de Paradigma na Psicologia”
bettoni@noergologia.com.br
ÍNDICE
-
NOERGOLOGIA E PERCEPÇÃO
-
O EFEITO DOMINÓ DO CONCEITO NOERGOLÓGICO DE PERCEPÇÃO
-
PEUENO HISTÓRICO DA CONSCIÊNCIA COMO JOGO DO PODER
-
GLOSSÁRIO PERCEPTIVO
-
CARTILHA DE CIÊNCIA APLICADA AO CORRETO USO DOS FARÓIS
-
RESUMO BIBLIOGRÁFICO
RESUMO
O PPP – Paradigma do Passivismo psíquico – PPP - dissemina a idéia de ser humano passivo e vítima inconsciente determinista do próprio pensamento. A percepção não consegue evitar essa abordagem incompatível com o terceiro milênio. A utilização de faróis noturnos durante o luminoso dia tropical brasileiro nos remete a outros momentos de cegueira perceptiva tais como a história da bruxaria, a condenação de Giordano Bruno e capítulos semelhantes da história da estupidez humana. O Paradigma emergente da Noergologia, uma resposta objetiva à recomendação da Unesco na Carta de Veneza, vem resgatar a essência dos problemas da interface pensamento-cérebro. O olhar com lentes noergológicas e pesquisas perceptivas contemporâneas indicam que para usar menos luz no farol, precisamos de mais luz no saber.
O artigo faz uma ampla revisão paradigmática dos mecanismos perceptivos alertando que o uso indiscriminado de faróis noturnos durante o dia tropical provoca graves prejuízos para o motorista, para a segurança no trânsito, para a ecologia aumentando o efeito estufa e para as finanças individuais, acarretando despesas com reposição de eletroimplementos.
UNITERMOS
MODO MECANICISTA OU INDISCRIMINADO: usa os faróis descontextualizados, ou sempre acesos ou sempre apagados, atropelando as descobertas científicas, incluindo a teoria da relatividade perceptiva e a teoria geral da relatividade. Esse é o modo errado de uso dos faróis, devendo deve ser evitado.
MODO SISTÊMICO OU FOTOCÉLULA: usa os faróis sistemicamente, obedecendo às descobertas científicas, salientando a teoria geral da relatividade perceptiva. Esse é o modo correto de uso dos faróis e deve ser adotado.
NOERGOLOGIA E PERCEPÇÃO
PERCEPÇÃO: processamento ativo transdutivo exclusivo de informações, através do que criamos nossas dimensões de realidade; TRANSDUÇÃO: conversão, decodificação ou transformação de matéria, energia e informação de uma compleição para outra: energia mecânica em térmica, solar em elétrica, mental em neural, eletromagnética em neural, hidráulica em elétrica.
TRANSDUTOR: Aparelho gerador de transdução. Os órgãos dos sentidos são transdutores que decodificam freqüência eletromagnética em energia neural, possibilitando o seu processamento cerebral e a comunicação intra e inter organísmica. Decodificadores populares são: a fotocélula que acende a luz ao anoitecer e apaga ao amanhecer; a TV, que transduz freqüência eletromagnética em imagem; o rádio (idem em som) e os micros que são constituídos de várias interfaces de transdução; INFOCINÉTICA: transdução de energia, em informação e em matéria num processo mutuamente reversível.
QUAL É O MUNDO REAL?: Esses modernos conceitos resolvem e simplificam velhos problemas insolúveis para a parapsicologia, psicologia, filosofia e para a compreensão da própria vida. Se percepção é o processamento ativo transdutivo de informações, conseguimos nos livrar de um só golpe do materialismo, do idealismo e da dicotomia, superando a própria dialética e finalmente aposentando mãe de todas as cegueiras perceptivas do PPP, a catástrofe metafísica platônica.
O conceito noergológico de percepção compacta na simplicidade do seu enunciado as soluções para milenares problemas e confusões que não conseguiam responder satisfatoriamente a questão sobre o que é afinal a realidade? Noergologia finalmente responde de forma simples e efetiva: a) é real a criação noérgica do processamento ativo transdutivo de informações. Esta dimensão de realidade, que só existe no mundo noérgico, é insuscetível de qualquer dúvida quanto à sua legitimidade, pleonástica consciência, singularidade e ato criador; b) é igualmente real o mundo da matéria-energia; c) ambos, portanto são reais, porém substancialmente diferentes um do outro.
Embora didaticamente possamos distinguir funções mentais como sensação, emoção, percepção, atenção, vontade, imaginação, memória, intenção – sabemos que mente-cérebro é um sistema e como tal opera sempre holisticamente, ou seja, como um complexo total psicodinâmico. Não podemos isolar as criações perceptivas das demais funções mentais, que a compõem.
AS DIMENSÕES DA NOSSA REALIDADE: As dimensões de realidade por nós criadas, sempre de forma singular, privativa, única, exclusiva e intrapsíquica constituem a essência da nossa realidade noérgica. Essa realidade não existe no mundo físico, apenas no mundo percebido. Todavia é exclusivamente através desses mapas mentais perceptivos, que conseguimos entender, estudar, transitar e modificar o MUNDO MATÉRIA-ENERGIA, o mundo eletromagnético, o qual por sua vez não existe no mundo noérgico como tal, apenas como dimensão de realidade noérgica, a qual não existe no mundo físico.
O PPP acreditando na percepção passiva cometia o erro gravíssimo de afirmar que podemos fugir da realidade pela percepção ou pela imaginação. Ora, tal afirmativa sim não é nada real porque ocorre o oposto: é só pela via do mundo noérgico que conseguimos atingir as dimensões de realidade, tanto a noérgica, quanto a física. Nossa percepção não identifica o mundo exterior como ele é em si, mas como processamento de informações: transduzimos fótons em imagens, vibrações em sons e ruídos, reações químicas em cheiros e gostos específicos: isso constitui a realidade noérgica.
Já o mundo físico é incolor, inodoro, insípido e silencioso, mas é efetivamente real como um contínuo dinamismo de energia-matéria. O conceito de transdução deixa claro que reais são, portanto as duas dimensões de realidade, uma inteiramente distinta da outra. Não fossem as dimensões de realidade noérgicas nós não conseguiríamos interagir com o mundo físico, sequer teríamos conhecimento dele. Não estamos isolados do universo, fazemos parte dele.
PERCEPÇÃO: ATO SINGULAR INTRAPSÍQUICO: A singularidade intrapsíquica é característica da percepção. Observadores externos da percepção alheia, desconhecedores do mecanismo da transdução, ao se depararem com seres criando dimensões de realidade divergentes das suas, resumiam toda a sua ignorância sobre o mecanismo da percepção quando chamavam as dimensões perceptivas divergentes do outro de inconscientes, chegando mesmo a catalogar algumas como normais e outras como patológicas, quando todas são normais, naturais e nenhuma é patológica, salvo sob causa organogênica.
A singularidade da nossa percepção não se torna um obstáculo para a comunicação com outros seres humanos pelo fato de dominarmos a fala e sermos animais sociais e políticos, capazes de comunicar, receber e transduzir códigos de transmissão e recepção de informação. As diferentes maneiras pelas quais um mesmo objeto pode ser percebido por diversas pessoas, acentuam-se entre pessoas de culturas diversas. Uma criança que vive nos centros urbanos distingue grande número de diferentes marcas de carros. Por outro lado, uma criança urbana fica maravilhada diante da facilidade com que seus colegas rurais reconhecem diferentes modelos de ninhos de aves e distinguem as menores variações nos tipos de árvores. Isso ocorre porque nós aprendemos a perceber.
PERCEPÇÃO NÃO REPRODUZ, NEM REPRESENTA, NEM RE-APRESENTA: CRIA: Como percepção é processamento ativo criativo transdutivo. É incorreto dizer que ela é uma representação, porque ela não substitui nada. Se percepção não reproduz poderia então representar uma imagem fotográfica do mundo exterior? Esta idéia do século passado foi abandonada porque a criação noérgica é algo totalmente diferente do que existe no mundo físico: as ondas de 650a do mundo físico aqui no meu mundo noérgico são degustadas como cor vermelha. No mundo físico não existe cor, tanto quanto os 650a não existem no mundo perceptivo. É verdade que existe no mundo conceitual que foi criado pelo mundo perceptivo, mas que é claramente distinto dele, como nos ensina o triângulo Eccles-Popper.
Poderia ser a percepção uma re-apresentação, isto é, apresentação de novo? Também não. Perceber não é reproduzir, representar, nem re-apresentar o mundo físico, é criar uma dimensão noérgica nova, um mapa mental essencialmente diferente do mundo físico. Aqui também vale o slogan nunca confunda mapa com território.
FATORES CULTURAIS: Tudo o que a moderna ciência conhece sobre o mecanismo da transdução, da infocinética e da percepção confirma o aforismo paradigmático de que nós só vemos o que cremos existir. Os valores axiográficos e culturais atribuídos aos objetos, às relações e aos acontecimentos desempenham papel significativo na criação da nossa percepção. Habitantes das ilhas Trobriand (Nova Guiné), acreditam que a criança não pode jamais ser fisicamente parecida com sua mãe ou irmãos, mas apenas com o pai. Mesmo quando um estranho observa notável semelhança física entre dois irmãos, os nativos são incapazes de enxergar qualquer semelhança.
Este mecanismo é o mesmo que cegava os médicos de Filadélfia para o pox vírus, descoberto por Edward Jennifer, em função da crença de que aquelas bolhas eram produzidas por demônios. Por isso só conseguiam enxergar marcas diabólicas, onde Jennifer só via pox vírus.Pelo mesmo mecanismo militantes do PPP só conseguem enxergar inconsciente, projeção, repressão, dissociação e doente mental onde noergologistas enxergam claramente meganes e atos criados por atletas meganérgicos.
Existe considerável amplitude nos aspectos que podem ser focalizados e acentuados num objeto. Além disso, existem notáveis diferenças culturais a respeito desses aspectos. As experiências perceptuais que se tem ao olhar um borrão de tinta, por exemplo, são descritas de maneiras bem diferentes, por pessoas de diferentes sociedades. Mas não só: tais percepções são diferentes mesmo entre pessoas pertencentes aos grupos mais homogêneos possíveis.
RELATIVIDADE PERCEPTIVA: A criação da percepção pode considerar fatores os mais diversos tais como o conhecimento, o desconhecimento, motivação, estado emocional, condições fisiológicas, experiência, aprendizagem (As mudanças na percepção são aspectos essenciais no processo da aprendizagem); e fatores intervenientes como droga e álcool, privação sensorial, indução controlada da atividade eletroneural, gravidez, doenças, autohipnose, hipnose, euforia, tristeza, valores, religião, atitudes, política, interesse, desinteresse, etc. Tudo indica que a percepção é processada considerando também os axiogramas intencionais momentâneos e psicodinâmicos: a água que passa debaixo da ponte nunca é a mesma: a mesma mulher é percebida pelo homem de determinada maneira antes do ato sexual e de outra, logo depois. Procurando uma chave perdida numa gaveta em desordem, predispomo-nos a vê-la entre as coisas esparsas. A mãe ouve o mais sutil choro do seu bebê no meio de grande barulho.
CEGUEIRA PERCEPTIVA: A velha polêmica materialismo x idealismo, mente x corpo nasceu da catástrofe metafísica platônica, que dividiu o mundo em dois níveis – o consciente olimpiano luminoso e o sombrio cavernícola inconsciente - gerando a cegueira perceptiva que permanece até nossos dias, um de cujos perversos efeitos é carimbar dimensões de realidade, sempre criadas singularmente por seres humanos intencionais, de normais e patológicas.
Nossa geração ocidental imobilizada com tal cegueira perceptiva imediatamente pergunta: Então as ilusões e as alucinações visuais, auditivas, olfativas, táteis não constituem psicopatias? A resposta é óbvia: jamais constituem psicopatias. Podem constituir organopatias. Um sistema perceptivo compõe-se de informação, transdução, condução da informação e seu processamento noérgico. O dano de um desses componentes resulta ou em ausência de processamento perceptivo ou em processamento inadequado. Estamos então lidando com fatores organogênicos, decorrentes de doença, lesão ou disfunção grave do corpo e particularmente do sistema nervoso, estados estes provocados pelas mais diversas causas incluindo álcool e psicotrópicos. Como tais disfunções são orgânicas, é errado chamá-las de PSICO-patias. O correto é chamá-las de organogênicas ou NEURO-patias, quando for o caso.
Fora desta hipótese é descabido catalogar o ato individual, singular de criação perceptiva como doentio, como psicopatológico. Fazer tal classificação isto sim constitui uma doença cultural. E é simples de entender. Vamos pedir que o cientista Conrad Mueller, explique de novo com as suas palavras o que já afirmamos diversas vezes aqui: Pensa-se numa ilusão como sendo uma percepção falsa. Esta noção de percepção falsa à primeira vista parece satisfatória, mas o seu significado é incerto assim que começamos a encarar o problema com maior cuidado. Na realidade nunca vemos o mundo como ele é. ·.
O DIAGNÓSTICO DE PSICOPATIA PERCEPTIVA É DIMENSÃO PERCEPTIVA DO ENUNCIANTE, NUNCA QUALIDADE DO CLIENTE: A realidade noérgica é exclusiva do mundo noético. Portanto quando o cientista do PPP chama de esquizofrênica a percepção delirante culturalmente inapropriada, na ausência de causa orgânica, ele está informando a DIMENSÃO DE REALIDADE PERCEPTIVA DELE com relação ao cliente e nunca do próprio cliente. Quando este mesmo cientista resolve unificar a sua percepção com um símbolo alfanumérico do CID-10 “F20” deve ficar mais claro para nós que ele não está catalogando a percepção do cliente. Ele está fazendo uma autodeclaração da sua própria percepção. Só uma sociedade pouco evoluída tolera a ousadia psicocrática permitindo que alguém, a qualquer título, se arvore no direito de impor a sua realidade perceptiva compulsoriamente a outrem. Sociedades evoluídas certamente criminalizarão tais atos.
DIVERGÊNCIA PERCEPTIVA E DISSIDÊNCIA COMPORTAMENTAL: FENÔMENOS SOCIOLÓGICOS E NUNCA PSICOLÓGICOS: Diane Ackermann diz que não existem duas percepções iguais. Portanto é óbvio que existem percepções divergentes e anormais, ou seja, afastadas da NORMA estatística de um certo grupo. É necessária evolução mental para entender, junto com o antropólogo Gilberto Velho, que o divergente deve ser enfrentado com normas escritas políticas e jurídicas. Enfrentar o divergente perceptivo com os carimbos da psicopatologia implica aceitar as velhas superstições, sob cuja bandeira é permissível punir divergentes comportamentais, sob a alegação de que o sacrifício do bode expiatório de plantão continua apaziguando a ira das divindades da santa Inquisição, que só mudou o nome para sagrada psicopatologia, como esclarece o Psiquiatra Thomaz Szasz.
Michel Maffesoli também demonstra em Lógica da Dominação que a inserção da racionalidade no campo da dominação forma uma nova clericatura com poderes de carimbar, dominar e punir pessoas, para vigiá-las e puni-as, segundo Foucault. Devemos entender que o ato de catalogar quaisquer dimensões perceptivas noérgicas como patológicas é algo estritamente cultural, cuja moda iniciou quando a classe médica do Século XV resolveu criar um artefato intelectual capaz de acabar com a forte concorrência profissional, exercida pelas curandeiras alternativas da época, conhecidas como bruxas.
A cultura oriental não incorporou essa cegueira perceptiva. Ao contrário, estimula a individualidade criativa presente nas práticas místicas e yogas. Barclay Martin em Psicologia da Anormalidade adverte para os graves prejuízos da psicopatologização das dimensões perceptivas, cujos rótulos empobrecem nosso entendimento do fenômeno humano. Ele propõe um desafio: se as alucinações fossem psicopatias nunca poderiam ser virtudes para os índios Plains, que a exigem como condição para chegar ao poder na tribo.
O filósofo Paul Ricoeur não deixa por menos: não seria isto uma ilusão universal, um mal-entendido? Estudos assim não teriam como resultado esvaziar a importância da criação do imaginário através de uma estranha posição de superioridade da psicanálise. A construção de teorias a priori fez com que o retorno à experiência, ao invés de se deixar guiar por ela, forçou-a a responder sim ou não a questões tendenciosas, onde a imaginação não passaria de um receptáculo passivo ao invés de um momento vivo da atividade psíquica. A imaginação não é simples ressurreição, é um estado presente, é criação, é intenção[2]
Podemos e devemos dar um passo a frente: jamais fugimos da realidade pelo mundo noérgico, no qual opera a imaginação, a fantasia, a percepção, a memória, a atenção, a emoção. Muito pelo contrário, é só através do nosso mundo noérgico que conseguimos atingir a realidade, seja a realidade noérgica, seja a realidade do mundo eletromagnético.
Acreditamos que a compreensão do mecanismo da percepção pelos modernos conceitos noergológicos, amparados por uma série de descobertas científicas, possam abolir da nossa cultura essa estranha antipatia cultural pela mente ativa e criadora.
O EFEITO DOMINÓ DO CONCEITO NOERGOLÓGICO DE PERCEPÇÃO
MATERIALISMO aponta a matéria como substância primeira e última de qualquer ser, coisa ou fenômeno do universo. Materialismo é toda concepção filosófica que aponta a matéria como substância primeira e última de qualquer ser, coisa ou fenômeno do universo. Para os materialistas, a única realidade é a matéria em movimento, que, por sua riqueza e complexidade, pode compor tanto a pedra quanto os extremamente variados reinos animal e vegetal, e produzir efeitos surpreendentes como a luz, o som, a emoção e a consciência. O materialismo contrapõe-se ao idealismo, cujo elemento primordial é o pensamento.
METAFÍSICA PLATÔNICA, O GRANDE PRESENTE DE GREGO: Todas as citadas correntes de pensamento estão contaminadas pelo pecado original da metafísica platônica, que lhes deu vida quando bifurcou a realidade e a totalidade em dois níveis: o superior privilegiado e inferior estigmatizado. O nível superior foi reservado aos deuses do Olimpio, às categorias metafísicas, aos aristocratas, aos donos do poder e às funções nobres como pensar com consciência própria e ter conhecimento.O nível inferior estigmatizado foi reservado às coisas subalternas, à matéria, ao corpo e a tudo o que é ruim, aos cavernícolas que não tinham o direito de pensar por conta própria, mas a obrigação de pensar inconscientemente.
DICOTOMIA MANIQUEÍSTA: como efeito direto dessa metafísica platônica surgiu a dicotomia maniqueísta, o universo dividido em duas castas, dois níveis, em espírito e matérias, em alma divina e corpo diabólico e assim por diante.
HEGEL: materialismo, idealismo e vitalismo são simples variações do mesmo tema, ou seja, da metafísica platônica. Esta cegueira perceptiva foi semeando uma visão fragmentária e distorcida do homem, do ser, da vida, do pensamento e do próprio universo. O primeiro movimento forte contra esta enciclopédia de erros foi a dialética hegeliana, segundo a qual o progresso das idéias se dá pela sucessão de três momentos - tese, antítese e síntese.
MATERIALISMO DIALÉTICO: Karl Marx, ancorado em Hegel pretendia dinamitar a metafísica. Progrediu até o enunciado de que toda a matéria é essencialmente dialética, e o contrário da dialética é a metafísica, que entende a matéria como estática e anistórica. Mas terminou ampliando e perenizando a dicotomia, no momento em que tentou fazer uma metafísica invertida promovendo a matéria a um nível superior e destronando o espírito.
MICHEL FOUCAULT implodiu o sustentáculo da tradição dos saberes, onde habitava a dicotomia, ensinando-nos a enxergar jogos de poder dissimulados de teorias sociológicas, filosóficas e psicológicas, muitas das quais são simplesmente Saberes filocráticos: teorias criadas e propagadas por agentes do poder macro ou macrofisico objetivando exclusivamente consolidar o poder. O conceito de microfísica do poder proporcionou grande avanço na superação da herança metafísica presente recorrentemente na polêmica mente x corpo.
SÍNTESE HISTÓRICA: Uma das primeiras lições que aprendemos com Thomaz Khun e Joel Barker é que paradigmas filtram nossa maneira de ver o mundo. Ou seja, só enxergamos as coisas que acreditamos que existam. É nesse sentido que o paradigma emergente da Noergologia provoca um abalo na cegueira perceptiva ocidental, cultuada pelas metástases mecanopassivistas que habitam o seio do saber das humanidades.
NOERGOLOGIA: a crescente sofisticação do conhecimento levou o homem a duvidar da milenar explicação mágica do mundo. Sabendo que erros milenares transmitidos por inúmeras gerações sucessivas encontram-se profundamente arraigados em nossa cultura, chegando a ponto de terem se transformado em regras aceitas a priori e não suscetíveis de discussão, conclui-se que manter o foco discursivo ao nível de simples novas teorias não conseguirá êxito na tarefa de corrigir a cegueira perceptiva da visão dicotômica. Para grandes males, grandes remédios. Assim a Noergologia surge disposta a implodir, a revolucionar não simples teorias, mas o quartel general, o próprio paradigma vigente.
Nunca é demais lembrar que paradigma é um conjunto de axiomas que estabelecem as condições fundamentais da cientificidade. E axiomas são exatamente regras e crenças fortíssimas. De sorte que mudar de paradigma significa mudar de axiomas, possibilitando um salto qualitativo gigantesco na evolução do conhecimento.
O paradigma emergente da Noergologia transcende todas as dificuldades criadas pela dicotomia metafísica, fazendo-nos perceber com absoluta clareza que materialismo, vitalismo e idealismo são todas visões míopes, fragmentárias e equivocadas.
A velha questão dilemática matéria x espírito, corpo x alma, pensamento x corpo desaparece em Noergologia, que finalmente enxerga que tudo no universo pertence ao mesmo sistema, onde encontramos ou energia materializada ou matéria energizável, algo parecido, porém transcendendo a própria fórmula de Einstein: E= MC2. O Grande Arquiteto do Universo não está separado do Universo. Como dizia Spinoza não há qualquer separação ou fragmentação entre o que se chama de espírito e matéria, entre Deus e o Universo.
O conceito de autopoiese abre mais ainda nossos olhos: uma única célula contém toda a vida. Pensa-se na matéria como algo que desaparece e no espírito como algo que permanece. Cometemos dois erros nesse pensamento: não há duas coisas, mas apenas uma. E nada desaparece, tudo se transforma, já dizia Lavoisier. Tudo está em permanente mutação. Como a única permanência é a mudança o homem “binocular mental dicotômico” ficava cada vez mais perplexo imaginando que ele próprio ficaria parado enquanto tudo passa e que ele próprio não faria parte da mudança dinâmica.
Noergologia introduz os conceitos de noergia, transdução, infocinética, percepção e transdução mostrando que estamos inseridos no sistema do universo, que transduzimos informações eletromagnéticas em linguagem neural, que percepção é o processamento ativo transdutivo dessas informações e que pensamento, energia e matéria são mutua e perenemente reversíveis, como já o demonstrou o Psicólogo da nova Era Ernest Rossi. Somos seres intencionais e criadores, co-participes do banquete divino, e, portanto humano, da criação. Procuramos nossa transcendental idade em muitos lugares e custamos a encontrá-la. Para achá-la temos que olhar para dentro de nós.
O conhecido triângulo Eccles-Popper resume com precisão como é possível existirem tão variadas formas energéticas, perceptivas, transdutivas e interativas. Nesta unicidade desfalecem os antagonismos e nós ressurgimos como seres com a mesma vida autopoiética unicelular. E ao mesmo tempo nos reconhecemos seres eternizados por leis já conhecidas como as de Lavoisier e por outras que as novas fronteiras do conhecimento desvendarão.
Em Noergologia desaparece a última das grandes dicotomias, a divisão entre pensamento e sentimento, entre emoção e lógica. Noergologia é o paradigma do potencial humano, que traz para o domínio da ciência o estudo, pesquisa e otimização do nosso fantástico potencial mental.
PEQUENO HISTÓRICO DA CONSCIÊNCIA COMO JOGO DO PODER
O filósofo Michel Foucault nos ensinou a ver em muitos conceitos psicológicos apenas jogos de poder, ou Saberes filocráticos: teorias criadas e propagadas por agentes do poder macro ou macrofisico objetivando exclusivamente consolidar o poder, entre os quais mais se destacam os saberes produzidos por interesses corporativos.
Os conceitos de consciência-inconsciência e seus derivativos são típico exemplo. Na civilização helênica todo o poder dos governantes emanava dos deuses olimpianos e no seu nome era exercido. Assim ter consciência era um monopólio desses deuses, um direito dos aristocratas e ser inconsciente era um dever dos cavernícolas, do povão.
A percepção desse jogo de poder político estava escancaradamente clara até o evento conhecido como “escândalo filosófico”, um de cujos episódios mais conhecidos é a morte de Sócrates por tentar democratizar o direito à consciência. O poeta, por exemplo, apenas psicografava passiva e inconscientemente os versos. Quem os criava ativa e conscientemente eram as musas olimpianas. Como sabemos isso era mais do que filosofia eram normas legais de procedimento. Hesíodo relata julgamento de poetas cavernícolas que infringiam esse dispositivo legal.
Um movimento filosófico-político iniciado por Hesíodo no Século VII-AC e expandido por filósofos gregos tentou gradualmente incluir uma parte maior da população entre os humanos que tinham o privilégio político de ter consciência. Entre os deuses a consciência estava democratizada: no Olimpo todos tinham o direito adquirido de ter consciência.
Esse movimento democratizando o direito de ter consciência atingiu o ápice com Sócrates, que com uma técnica conhecida como maiêutica pregava que qualquer pessoa podia conhecer a si própria, podia ter consciência, até mesmo escravos.
Isso abalava a estrutura dos poderes constituídos, os quais encetaram uma grande campanha contra os filósofos: o ensino da maiêutica foi proibido por lei; vários filósofos foram condenados à morte ou deportados; livros pregando a democratização da consciência foram confiscados e queimados. Os poderes constituídos queriam deixar claro que ter consciência era um privilégio dos aristocratas que governavam e ter inconsciência era um dever dos cavernícolas. Sócrates foi um dos mártires do movimento abolicionista da escravatura da mente das crendices do inconsciente.
Platão, apesar de amigo de Sócrates, ausentou-se de Atenas depois desses fatos conhecidos como escândalo filosófico, esperando a poeira baixar. Pertencente à tradicional estirpe aristocrática e com vocação política lançou estrategicamente a sua metafísica, um acordo de paz entre a filosofia e os poderes dominantes.
Isso constituiu um grande recuo: enquanto a maiêutica socrática pregava que a consciência e o conhecimento estão dentro de qualquer pessoa, a metafísica substituiu a maiêutica pelo método do geômetra: o conhecimento volta para o olimpo e a consciência retorna aos olimpianos e aristocratas, incluindo aqui os filósofos que deveriam governar o mundo. Tentou inclusive implantar em Siracusa a República Platônica, onde só a aristocracia dotada de consciência (filósofos) tinha acesso ao poder.
Assim ficou restabelecido que ter consciência é privilégio aristocrata e ser inconsciente é dever cavernícola.. Esses conceitos são filocráticos, pertencem ao campo da sociologia: foram criados por instâncias de poder como nos ensinará muito depois Michel Foucault: são conceitos criados pelo poder a seu serviço. Durante quase um milênio essa crença permaneceu intocada, até que Santo Agostinho tenta democratizar o direito à consciência, defendendo que não só os aristocratas, mas todos os seres humanos, até mesmo os ateus, tem consciência, tese que lhe valeu antipatia generalizada.
O direito à consciência é uma luta política, nascida num contexto político, mantida num contexto político e seu vazamento para a área psicológica é apenas um acidente de percurso produzido por cegueira perceptiva. Tanto que o Artigo Primeiro da Declaração Universal dos Direitos do Homem assegura que todos os homens são dotados de razão e consciência. E a partir da década de sessenta vários movimentos se organizaram em Ongs pleiteando a abolição de estigmas emitidos e sustentados pelas teorias do inconsciente. Do Século XV à metade do Século XX registramos o apogeu do inconsciente contrabandeado da Sociologia para a Psicologia, mas usado incessantemente a serviço sociológico do poder. A partir da metade do Século XX surge o apogeu da consciência. A guinada evoluiu do tudo é inconsciente (Carus) para tudo tem consciência (holotropismo).
Ambos esses monismos tiveram sua utilidade quando surgiram. O contexto que justificou seu nascimento não mais existe. Hoje são termos que desviam nossa atenção da essência dos verdadeiros fenômenos, constituindo uma fonte permanente de confusão, que ao invés de tudo explicarem deixam tudo sem explicação.
O éter tudo explicava em Física; quando abolido deu lugar a pesquisas que desaguaram na descoberta de centenas de partículas subatômicas. Da mesma forma em Noergologia não se usa nem consciente, nem inconsciente – este por ser utopia, aquele por ser pleonasmo. Isso aguçará nossa mente obrigando-nos a enxergar os autênticos fenômenos e atividades mentais até agora escondidos por detrás desses dois monismos.
Essa desintoxicação semântica e conceitual já vem sendo desenvolvida por muitos estudos. O que a Noergologia traz de novo é a abolição da paralisia paradigmática, a focalização do homem como um ser ativo e intencional, a mudança das nossas crenças básicas sobre o mecanismo da mente e a dessacralização da energia mental com o conceito noergia, cujo efeito já imediato é eliminar três empecilhos ao progresso da Psicologia: o invasismo, o reducionismo e a dicotomia.
SISTEMA NOÉRGICO: quando em Noergologia usamos esse termo entendemos que ele deixa para trás as armadilhas da dicotomia cartesiana, do reducionismo e das deformações que a teoria do inconsciente pressupõe no sistema mente-cérebro. Como a percepção é o processamento ativo transdutivo intrapsíquico exclusivo de informações fica fácil concluir que a metáfora do Triângulo Eccles-Popper resolve de maneira correta a tradicional questão da realidade: a) para o mundo noérgico a única realidade é a realidade noérgica; b) a realidade noérgica é diferente da realidade do mundo eletromagético; c) mas é exclusivamente através da realidade noérgica que conseguimos atingir a realidade do mundo eletromagnético, diferente daquela.
O TRIÂNGULO ECCLES-POPPER:Um grande número de confusões e dificuldades típicas do Paradigma Passivista pode ser superado com o chamado: modelo interacionista trialista de Carl Popper e John Eccles, o mapa-mundi Popper-Eccles. Este modelo distingue no universo três mundos diferentes: o mundo objetivo, o noético e o conceitual: a) Mundo objetivo ou físico inclui toda a matéria e energia, toda a estrutura dos seres orgânicos e também todos os artefatos criados pelo homem, como máquinas, livros, etc.; b) Mundo noérgico inclui as percepções, os pensamentos, as emoções, as intenções, a memória, os sonhos, a imaginação criadora; c) Mundo conceitual, enquanto o mundo objetivo contém todos os objetos da criação primeira (homem, neurônios, matéria, energia) e da criação segunda materializada (aviões, navios), o mundo conceitual contém todas as criações heurísticas feitas pelo mundo noético: os modelos conceituais, as teorias filosóficas, teológicas, científicas, históricas, literárias, as artes, todas as criações culturais e, lógico, os axiomas paradigmáticos.
Ex.: No mundo objetivo existe, compondo o espectro eletromagnético, a onda de 650 nanômetros. Essas vibrações só existem no mundo objetivo, não no mundo noérgico. Neste está a cor vermelha, que é a percepção daquelas freqüências transduzidas em impulsos neurais. No mundo conceitual criamos o modelo do espectro eletromagnético.
Um conceito do mundo conceitual criado por Julian Hochberg ensina que: “o mundo percebido não é igual ao mundo físico”. Esclarece Eccles que a cor, o som, os odores não existem no mundo objetivo, mas só no mundo noérgico. Assim, no mundo objetivo não há luz vermelha. Luz vermelha só existe no mundo noérgico. No mundo objetivo só existem ondas eletromagnéticas, matéria e substâncias químicas. O mundo não é o mesmo sem um observador. Será pleonasmo vicioso falar que o mundo noérgico é sempre consciente. É só através dele, ou seja, de algo exclusivamente intrapsíquico, exclusivo e pessoal que podemos atingir o mundo físico e construir o mundo: Para Eccles, o mundo noérgico constitui a realidade primeira e o mundo objetivo, a realidade secundária.
Com estes esclarecimentos podemos entender que são rigorosamente falsas frases como: a) o daltônico fugiu da realidade ao ver o verde-amarelado onde havia um semáforo vermelho; b) vendo as pranchas de Rorschach, o paciente fugiu projetiva e inconscientemente da realidade; c) pela fantasia fugimos da realidade.
GLOSSÁRIO E RESUMO DE DESCOBERTAS PERCEPTIVAS
ESTÍMULO: O termo é usado no presente texto para facilidade de comunicação. É bom observar que a pesquisa recente aboliu o termo ESTÍMULO substituindo por FONTE DE INFORMAÇÃO – INFO.
ENUNCIADOS: resumem descobertas científicas dos pesquisadores dos mecanismos perceptivos.
PERCEPÇÃO: processamento ativo transdutivo de ESTÍMULOS.
ATENÇÃO: seleção ativa da própria atividade mental ou de informações ecológicas, intra-organísmicas, memórias, idéias meganérgicas ou aspectos genéricos da experiência.
ENUNCIADO DA CEGUEIRA FOCAL DE MULLER: a visão é um processo ativo de tal sorte que uma luz piscando a dez centímetros dos nossos olhos deixa de ser vista em sessenta segundos. Isso porque não é o estimulo que produz a resposta perceptiva. Mas resulta da criação ativa da percepção processando impulsos neurais. (m66)
CRONAXIA: desligamento automático da informação sempre que há overdose estimular, vide enunciado de Lapicque-Bourguinhon.
DIMENSÕES DA REALIDADE: sistema noérgico ativo e criador processa percepções individuais, exclusivas e únicas, através do que criamos nossa realidade. A unicidade das percepções e o desconhecimento das dimensões da realidade levavam os cegos do velho paradigma do PPP a chamaram de inconscientes as percepções divergentes do observador externo. O homem é um animal social e político, por isso consegue conviver com semáforos, por exemplo, apesar da unicidade das dimensões de realidade das cores.
DIVERGÊNCIA PERCEPTIVA: Percepções são criações noérgicas exclusivas, por isso rigorosamente falando sempre existe divergência perceptiva. Todavia o termo é usado em Noergologia para significar as divergências perceptivas que eram equivocadamente chamadas de inconscientes pelo velho paradigma do PPP. Exemplo comum era dizer que o paciente em coma estava inconsciente ou o aluno hiperativo tinha déficit de atenção. Tanto a atenção desse aluno era apenas divergente da percepção do professor, quanto a percepção do paciente em coma é divergente da pessoa em estado de vigília. Todas estas dimensões perceptivas são legítimas: dizê-las conscientes é redundância e carimbá-las de inconsciente é utopia. Por isso os dois semantemas - consciência x inconsciência e seus adjetivos foram abolidos em Noergologia. Isso evitará que o divergente perceptivo: a) quando aluno receba um estigma: b) quando em coma receba a pena de morte; c) quando dissidente comportamental receba voz de prisão nosocomial.
ENUNCIADO DA APRENDIZAGEM PERCEPTIVA DE CONRAD MULLER: aprendemos ativamente a criar nossas percepções.
ENUNCIADO DA DISTORÇÃO PERCEPTIVA do Prof José Aparecido Silva: subestimamos o eixo proximal e superestimamos o eixo distal. Ao ultrapassarmos um veículo, nossa tendência é superavaliar o eixo distal e subavaliar o eixo proximal. Ou seja, achamos que a distância entre nosso carro e a do veículo que vamos ultrapassar é sempre menor do que realmente é; e achamos que a distância entre o carro que vamos ultrapassar e o que vem em sentido contrário é sempre maior do que realmente é. Isso cria uma situação favorável a acidentes em ultrapassagens nas retas, porque os motoristas enxergaram o carro vindo em sentido contrário antes, para criarem a distorção perceptiva depois.
ENUNCIADO DA ESPECIFICIDADE DE CONRAD MULLER: o mesmo estímulo excitando órgãos diferentes produz percepções diferentes. Estímulos diferentes excitando o mesmo órgão produzem a mesma Percepção. Assim uma luz forte ou incômoda, uma substância irritante ou um soco produzem mal estar ótico.
ENUNCIADO DA FADIGA DE PIERON: a quantidade de luz necessária para atingir o limiar aumenta regularmente com a duração do estímulo sendo a ele proporcional. O aumento do estímulo luminoso produz melhoria perceptiva no primeiro momento. Mas sua continuidade provoca declínio e termina provocando fadiga. A irritabilidade, o estresse e a diminuição do desempenho geral do motorista, que enfrenta faróis acesos de dia, decorrem deste fenômeno, podendo chegar à cronaxia.
ENUNCIADO DA GUESTALT: o conjunto tem prevalência sobre as partes. Mais recente temos conceitos de “prontidão percentual” ou antecipação cognitiva.
ENUNCIADO DA PERCEPÇÃO ATIVA E INTENCIONAL DE HOCHBERG: a) mesmo que um acontecimento afete nossos órgãos, não há garantia de que o observemos; b) o mundo percebido não é idêntico ao mundo físico.
ENUNCIADO DA PERSISTÊNCIA: persistência é inversamente proporcional ao Estímulo. Filme que treme na TV para de tremer se for diminuída a luminosidade. Menos luz, mais persistência. Quanto mais fraco E, maior persistência. (5 a 120 bilionésimos de segundo). (m99)
ENUNCIADO DA RELATIVIDADE PERCEPTIVA DE HOFFDING percepção é relativa ao contexto da massa perceptiva (Herbart). Manda fazer aquilo que uma fotocélula faria: acender o farol sob intensa neblina, tempestade ou nevasca e apagar em clima normal. Modesto Farina em publicidade sabe que o cinza sobre fundo: a) preto, parece mais claro; b) branco, parece mais escuro; c) azul, parece laranja; d) laranja, parece azul; e) amarelo, parece roxo; f) roxo, parece amarelo; g) vermelho, parece verde; h) verde, parece vermelho,
ENUNCIADO DE BLONDEL E REY: a quantidade de luz necessária para atingir o limiar aumenta com a duração e a quantidade da excitação. Progressão do E precisa ser geométrica, para uma P aritmética. Quanto menor o limiar, maior a sensibilidade; e quanto maior o limiar, menor a sensibilidade. Acender faróis de dia significa decretar aos motoristas que tudo aquilo que eles estavam vendo com uma carga luminosa menor, a partir de agora, para ver a mesma coisa, terão que ficar expostos a uma intensidade luminosa muito maior. Por isso o aumento da intensidade do impulso é igual ao aumento do logaritmo do estimulo. A grandeza da contração da pupila exposta a luzes de intensidade crescente aumenta no retinograma proporcionalmente.(m95).
ENUNCIADO DE JULIAN HOCHBE: mesmo que um acontecimento afete nossos órgãos sensoriais não há garantia de que o observemos. O mundo percebido não é idêntico ao mundo físico.
ENUNCIADO DE LAPICQUE, BOURGUIGNON E LAUGIER.Cronaxia protetora: fotocélula interna desliga o nervo vitimado por overdose estimular.
ENUNCIADO DE WEBER-FECHNER: o incremento do limiar muda com a intensidade do fundo de maneira tal que a proporção do incremento para a intensidade do fundo é uma constante. Ex. linha escura contra dia bem claro: Para atingir o limiar ela precisa ser comprida e fina ou pequena e larga. Se o dia está na penumbra precisamos que ela aumente de tamanho.
ENUNCIADO de WRITTS: o impulso obedece ao enunciado do tudo ou nada. Se o impulso ocorrer, será com sua amplitude característica (100 milivolts, a 100m/s). A intensidade do estimulo não influencia nem a amplitude nem a velocidade do impulso
ENUNCIADO DA ATENÇÃO AO ESTÍMULO MUTANTE DE CONRAD MULLER: ¾ das fibras nervosas respondem a estímulos mutantes e apenas ¼ focalizam o estimulo constante. “Todas as reações, em todas as fases do sistema visual, desde o nervo ótico até o cérebro, sugerem uma ênfase na mudança de estímulo. A maioria das reações ocorre quando o estímulo muda de intensidade ou de posição. Obtemos pouca atividade quando o estímulo é constante. ¾ das fibras respondem principalmente a estímulos mutantes”. (m64)
ENUNCIADO DO LIMIAR MÍNIMO PIERON o limiar inicia a partir de estímulos que forneçam apenas 50% de reações positivas. Pieron e Muller descobriram que o limiar luminoso mínimo é um estímulo de dez milionésimos de vela. A partir dai a percepção visual já inicia. E uma vez transduzida a freqüência eletromagnética em impulso neural, este responde com 100% da sua eficiência, conforme descoberta de WRITTS no seu enunciado do Tudo ou Nada. Além disto este impulso é reforçado e amplificado pelo mecanismo da neurobiotaxe.
ENUNCIADO DO MUNDO PERCEBIDO: O mundo percebido não é igual ao mundo físico: a luz de 60 ciclos é vista como contínua, embora seja intermitente. (m33)
ENUNCIADO DO TUDO OU NADA ENUNCIADO básica do impulso nervoso atingido o limiar o impulso neural se propagada. Não atingido não se propaga. Não há meio termo: ou é tudo ou é nada. A magnitude e a intensidade do impulso independem da intensidade do estímulo.
ENUNCIADO DO VIRTUS IN MÉDIO: a sensibilidade define-se como recíproca do limiar absoluto. Quanto menor for o limiar do E maior é a sensibilidade: lesão repetitiva do digitador, degustação e porre, música e poluição, som e barulho, aquecimento e queimadura, iluminação e irritação. A percepção se otimiza com o estímulo mediano e se deteriora com a overdose estimular.
ENUNCIADO DOS 20 GRAUS DE MULLER: vemos dez vezes melhor a 20 graus laterais do que no centro. A adição da luz reduz esta vantagem. Se um estímulo estiver perto do limiar, é mais fácil detectá-lo se não olharmos diretamente para a região onde está para aparecer.
ESTADO ALFAGÊNICO: estado propício à meditação, à imaginação e às criações noérgicas. A tríade facilitadora desse estado constitui-se de: a) olhos fechados; b) relax muscular; c) técnicas respiratórias.
ESTIMULO: produzia resposta no PPP; em noergologia é informação que alimenta a transdução.
INFOCINÉTICA: termo adotado desde 1997 pelo Psicólogo Ernest Lawrence Rossi, indicando a constante transdução de energia, em informação e em matéria num processo mutuamente reversível.
LIMIAR ABSOLUTO quanto menor o limiar, maior é a sensibilidade. E vice-versa. A quantidade de luz necessária para atingir o limiar aumenta regularmente com a duração do E a ele proporcional.
LUZ é a faixa de radiação eletromagnética entre 3800 e 7600ª. Abaixo de 3800ª temos ultravioleta, raios-X, raio gama; acima temos infravermelho, microondas e ondas de rádio. Radiação eletromagnética: origina-se da aceleração de cargas elétricas do elétron dentro do átomo.
NEUROBIOTAXE: Crescimento ativo dos dendritos na direção das informações (ex-estímulos). O contrário do que apregoava Freud.
NOÉRGICO: o termo é usado preferencialmente no lugar de psíquico, o qual encontra-se contaminado de passivismo.
ONDA: transporte ondulatório de energia de um ponto a outro sem transmitir matéria (dominó). CARACTERÍSTICAS: a) COMPRIMENTO DE ONDA: distância entre duas cristas de ondas adjacentes. Unidade de medida: NAMÔMETRO que é igual à milésima parte do milímetro; AMPLITUDE: altura da crista de onda; c) FREQUÊNCIA: número de ondas que passam num dado lugar por segundo. Unidade de Medida: HERTZ. ONDAS ELETROMAGNÉTICAS: ondas constituídas de campos elétricos e magnéticos acoplados e mutuamente reversíveis, perpendiculares entre si e à direção da propagação. Não necessitam de um meio físico específico para se propagarem: são autopropagáveis no espaço livre, permitindo o transporte de informações.
ÓRGÃOS DOS SENTIDOS: no PPP recebiam passivamente estímulos. Na noergologia são promovidos a transdutores que decodificam ativamente as informações (estímulos).
PARADIGMA: conjunto de axiomas que geram uma série de efeitos avassaladores, entre os quais, comandam procedimentos e limitam o território, afetando decisivamente nosso julgamento e tomada de decisões. Um dos efeitos paradigmáticos é que só vemos o que acreditamos existir.
PERCEPÇÃO: processamento ativo transdutivo exclusivo de informações, através de cujo processo criamos nossas exclusivas dimensões de realidade.
RADIAÇÃO ELETROMAGNÉTICA: origina-se da aceleração de cargas elétricas do elétron dentro do átomo.
TEORIA: reportagem descritiva de um território fenomenológico. Descrição conceitual da nossa percepção.
TRANSDUÇÃO: conversão ou transformação de matéria, energia e informação de uma compleição para outra. Exemplo: mecânica em térmica, solar em elétrica, mental em neural, eletromagnética em neural. Apaga ao amanhecer é o exemplo mais comum. A sonora etc.
TRANSDUTOR: Aparelho gerador de transdução. Os órgãos dos sentidos são transdutores que decodificam freqüência eletromagnética em energia neural, possibilitando o seu processamento cerebral e a comunicação intra e extra organísmica. A fotocélula que acende a luz ao anoitecer e apaga ao amanhecer é o exemplo mais comum. A sonora etc.
VISÃO NO ESCURO deve-se ao aumento de tamanho da pupila (1,5 a 9mm, ou 6 vezes de aumento) e regeneração da rodopsina. Visão em meia hora de escuro melhora dez mil vezes. Bastonetes possuem a rodopsina, composta de uma proteína (opsina) e uma não proteína (retineno). Na presença de luz o cis-retineno converte-se em trans-retineno. Na ausência da luz, o cis-retineno combina-se com a opsina formando a rodopsina. A rodopsina descora-se na luz e renova-se no escuro. Na adaptação à claridade a rodopsina se descolora.
CARTILHA DE CIÊNCIA APLICADA AO CORRETO USO DOS FARÓIS
QUAL É O MODO CORRETO E O MODO ERRADO DE USAR OS FARÓIS?
O correto é usá-los sempre no modo sistêmico. O uso errado é o modo indiscriminado ou mecanicista. O Modo Sistêmico imita uma fotocélula que acende ou apaga relativamente à luminosidade ambiente. Acende ao entrar no túnel escuro e apaga logo ao sair. No Modo Indiscriminado o farol fica aceso ou apagado o tempo todo e não dá a mínima bola para Einstein, nem pro mundo, nem pra chuva, nem pro sol, nem para noite, nem pro dia. O Modo Sistêmico é o correto porque obedece à Lei da Relatividade Perceptiva de Hofdding e à Teoria Geral da relatividade. O Modo indiscriminado está errado porque raciocina fragmentariamente e admite que haja um valor absoluto, um supremo bem, um Summum Bonum – o farol – que estaria acima e além do universo. Farol é bem parecido com energia atômica: com ela podemos curar ou destruir. Com o farol ocorre o mesmo: é benéfico ao trãnsito quando usado no modo sistêmico, mas tornam-se uma bomba quando usado no modo indiscriminado.
ENTÃO NÃO É VERDADE QUE O FAROL ACESO CHAMA MAIS A ATENÇÃO? Dependendo de ONDE e QUANDO ele tanto pode chamar a atenção quanto confundi-la. Cientificamente a atenção não tem nada que ver com faróis acesos ou apagados, mas sim com o CONTEXTO em que faróis são usados. O Dr. Conrad Muller descobriu que a atenção: a) é despertada por estímulos mutantes, estímulos de novidade; b) é desabilitada com os estímulos mono tônicos ou predominantes. Por isso é que se todos os carros estiverem de farol aceso, o farol aceso passa a ter o mesmo poder de chamar a atenção quanto uma pessoa nua numa praia de nudismo. Ou seja, nem nudez em campo de nudismo e nem farol numa rodovia cheia de faróis, despertam a atenção. Em função desse mesmo princípio perceptivo, apenas os guardas despidos na Rua XV de novembro ou só motos e ônibus de farol aceso chamam a atenção porque cumprem a função de Muller.
COMO PODE O USO DIURNO DOS FARÓIS CAUSAR AUMENTO DE ACIDENTES NOTURNOS?
A revista O Mecânico Nº 159 recomenda troca de lâmpadas veiculares a cada 400 horas de uso. Alguns fabricantes recomendam 500 horas de uso. Digamos que o brasileiro estique o uso dos faróis até 700 horas, significando que a cada 7 horas de uso é consumido 1% do potencial luminoso do farol. O aperto financeiro que atinge a maioria dos motoristas brasileiros criará situações de veículos trafegando a noite com o déficit de luminância nos faróis diminuindo drasticamente a segurança noturna.
COMO É QUE FAROL VEICULAR ACESO PODE AUMENTAR A PRESENÇA VENENOSA DE DIÓXIDO DE CARBONO NA ATMOSFERA?
Faróis acesos aumentam o consumo de combustível, cuja queima gera dióxido de carbono. Ainda não temos o cálculo brasileiro, mas a NMA americana calcula em oito bilhões de libras o aumento do dióxido de carbono na atmosfera resultante do uso dos faróis veiculares no MODO INDISCRIMINADO.
COMO É QUE FARÓIS INDISCRIMINADOS PODEM AFETAR O CÉREBRO?
O maior obstáculo ao projeto reside exatamente no generalizado desconhecimento das descobertas científicas sobre o funcionamento dos mecanismos perceptivos. E como agravante, o povo começou a acreditar que nossa percepção funcionaria dentro dos padrões anunciados pelo merchandising dos lobistas interesssados no bilionário mercado de reposição de eletroimplementos. Mas a campanha de difusão científica condenando o uso indiscriminado dos faróis diurnos recebeu espaço mínimo. Por isso é que a população desconhece quase até os conceitos perceptivos mais elementares, um dos quais ensina que nós não enxergamos com os olhos, porque quem efetivamente processa e cria a visão é o sistema cerebral comandado pelo córtex visual. E o cérebro não obedece às leis de trânsito, nem às leis comerciais publicitárias do aftermarketing, obedece às leis próprias. Nosso sistema perceptivo visual resulta da evolução de milhões de anos preparando-nos para contemplarmos cenários diurnos iluminados com luz natural. A adição incauta de luz artificial diurna agride não o trânsito, mas nossa maior riqueza, nosso sistema mente-cérebro. Um teste simples pode ser feito agora mesmo: você, Leitor, já conhecia esse alerta vermelho do Dr. Steven Bock: “a exposição aos ciclos de luz natural resulta da evolução de milhões de anos e não podemos interferir neste mecanismo impunemente. Podemos enganar pessoas, nunca o próprio organismo.”
ESTÃO ENGANADOS OS ESPECIALISTAS DIZENDO QUE FAROL DIURNO AUMENTA A SEGURANÇA NO TRÂNSITO?
Isso acontece porque nem a maioria das pessoas e nem esses especialistas são especializados no estudo e na pesquisa dos mecanismos perceptivos. Há também o agravante de que a sociedade brasileira foi vítima de intensa propaganda enganosa comandada por lobistas de olho no faturamento bilionário do uso compulsório de faróis diurnos: considere a vida média dos faróis em torno de 500h, multiplique pela nossa frota (mais de trinta milhões de veículos). Consulte preços desses implementos e calcule. Esse lobbie começou a atuar no Brasil em 1995 em prol desse tentador mercado de aftermarketing, com o objetivo de incluir no Código de Trânsito - então em tramitação - uma cláusula resumindo o sonho de todo vendedor: vender geladeira pra esquimó ou farol para uso debaixo do sol tropical. Na época não se falava de interesses escusos, mas hoje temos certeza que mensaleiros e sangessugas existiam e existem. E vejam que coincidência: lobistas fizeram de tudo, mas não conseguiram enfiar goela abaixo do motorista brasileiro o farol veicular diurno compulsório, no novo Código. Mas numa jogada altamente suspeita, em menos de seis meses, os lobistas conseguiram impingir ao Contran a espúria Resolução Nº 18 recomendando o uso do farol diurno, contra o espírito da Lei Artigo 40. Essa Resolução cheirando corrupção foi prontamente denunciada por Ongs e condenada pela Promotoria do Meio Ambiente do Estado do Paraná.
PORQUE UM SIMPLES FAROL DIURNO PODE PROVOCAR POLUIÇÃO?
Os pioneiros que começaram a denunciar a poluição do CFC receberam o mesmo tratamento. O povo questionava: o que tem a ver a minha geladeira com um buraco na camada de ozônio? As poluições são provocadas por essa visão fragmentária, ao passo que a visão contextualizada, sistematizada cria a consciência ecológica, isto é, os ecossistemas: nada está isolado do todo. Assim como o CFC não deve mais ser tratado como uma prioridade industrial, analogamente o modo indiscriminado do farol não deve continuar focalizado como uma prioridade de trânsito. Não: CFC e farol diurno indiscriminado são agressores ecológicos, em que o farol indiscriminado provoca poluição luminosa, afetando diretamente o cérebro, e poluição química elevando os níveis de dióxido de carbono na atmosfera.
QUE PARÂMETROS TÉCNICOS FORAM UTILIZADOS PARA CLASSIFICAR O FAROL DIURNO INDISCRIMINADO COMO POLUIÇÃO LUMINOSA?
Em 1967, o então Conselho Europeu definiu os parâmetros básicos para configurar o que é e o que não é poluição. Desde então, adota-se o critério de definir como poluidor todo e qualquer elemento ou estímulo artificial adicionado ao ambiente natural que se encaixa em apenas um dos três parâmetros internacionais a seguir: 1. Produza algum incômodo ou mal estar nos seres vivos; 2. E/ou esteja em desacordo com a ciência do momento; 3. E/ou seja, suscetível de provocar algum efeito nocivo. Foi dentro desses parâmetros que surgiu em 1970 o conceito de poluição sonora e em 1997 adotou-se em Copenhague o conceito de poluição luminosa.
ENTÃO O FAROL, QUANDO USADO NO CORRETO MODO SISTÊMICO, NÃO PROVOCA POLUIÇÃO LUMINOSA?
Isso mesmo, já que o modo sistêmico está em conformidade com a Científica da Relatividade Perceptiva de Hoffding e à Teoria Geral da Relatividade de Einstein.
O FAROL, QUANDO USADO NO MODO INDISCRIMINADO OU MECANICISTA, PREENCHE OS PARÂMETROS NECESSÁRIOS PARA CONFIGURÁ-LO COMO POLUIÇÃO LUMINOSA?
Efetivamente o uso do farol no MODO INDISCRIMINADO recebe o carimbo de poluição luminosa porque se encaixa nos três parâmetros tradicionais aferidores da poluição: a) incomoda animais humanos e não humanos; b) interfere nos mecanismos cerebrais evoluídos para contemplar luz reflexa natural durante o dia e não luz artificial; c) é suscetível de afetar a saúde e o bem estar; d) trafega na contramão de todas as descobertas científicas de vanguarda sobre os mecanismos perceptivos do sistema mente-cérebro, furando até mesmo o sinal vermelho da conhecidíssima teoria da relatividade perceptiva.
QUE OUTROS PARÂMETROS CONSOLIDAM O MODO INDISCRIMINADO DOS FARÓIS COMO POLUIÇÃO?
1) A Constituição Federal protege o cidadão contra a degradação ambiental, sendo nesse ponto explícita: Art. 23 É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas. Art.24 Compete a União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa o solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição; VIII responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico; 2) A Constituição Federal também protege o cidadão contra a campanha enganosa do uso dos faróis indiscriminados, quando no seu artigo 205 diz “a educação é direito de todos”. Como o uso indiscriminado dos faróis colide frontalmente com as descobertas científicas dos mecanismos perceptivos, colide também e ipso facto com o artigo 205 da Constituição Federal; 3) “O artigo 225 trata do meio ambiente e diz que compete ao Poder Público e à Coletividade “promover a educação ambiental” (inciso VI); e no Inciso VII parágrafo 3” as condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas a sanções penais e administrativas independentemente da Obrigação DE REPARAR OS DANOS CAUSADOS”; 4) O princípio básico da ecologia: Prefira sempre o que é natural. Só use o artificial quando estritamente insubstituível; 5) O combate à poluição luminosa é uma militância ecológica que não se exaure na luta contra os faróis indiscriminados e abusivos, ela abrange também o uso indiscriminado das luzes artificiais noturnas. Acenda esta idéia: respeite o sol, apagando o farol; 6) Faróis no MODO INDISCRIMINADOS foram condenados como perversa poluição luminosa pela unanimidade do plenário do xv EPEA (Encontro de Entidades Ambientalistas Paranaenses) e da 2ª Conferência Nacional do ministério do meio ambiente; 7) A carta da Terra garante a todo ser humano direito ao ambiente natural; 8) A carta da UNESCO de 1994 garante “o direito a uma Terra sem poluição e destruição inclusive o direito a um céu limpo”.
ESTATÍSTICAS INFORMAM QUE 70% DAS COLISÕES FRONTAIS OCORREM DE DIA, EM RETA E COM TEMPO BOM? FARÓIS ACESOS DIMINUIRIAM OU AUMENTARIAM ESSAS COLISÕES FRONTAIS?
Esse é um exemplo vivo do que os “experts em trânsito” consideram comprovação estatística da necessidade dos faróis. Como essas estatísticas de 1996 são reais é muito fácil acreditar nos faroleiros. Mas como nem tudo é o que parece ser, O Prof. José Aparecido Silva. Resolveu pesquisar detalhadamente essas colisões frontais. Terminou descobrindo que os motoristas enxergaram antes o veículo com o qual colidirão frontalmente, para somente depois de o terem enxergado conseguirem criar no seu sistema mente-cérebro a situação conhecida como Distorção Perceptiva: ao ultrapassar um veículo, nossa tendência é superavaliar o eixo distal e subavaliar o eixo proximal. Por isso é que achamos que a distância entre nosso carro e a do veículo que vamos ultrapassar é sempre menor do que realmente é; e que a distância entre o carro que vamos ultrapassar e o que vem em sentido contrário é sempre maior do que realmente é. Isso cria uma situação favorável a acidentes em ultrapassagens. O processamento da distorção perceptiva ocorre depois da percepção visual, mostrando que também nesses casos a recomendação de faróis é uma falácia. A Associação Americana de Motoristas relaciona entre os prejuízos do farol diurno indiscriminado uma dificuldade maior no cálculo correto de distâncias.
PORQUE TANTOS ESPECIALISTAS FALAM QUE O FAROL INDISCRIMINADO ACESO DE DIA CHAMA MAIS A ATENÇÃO?
Isso apenas indica que esses especialistas não são especialistas nos mecanismos perceptivos, pois se o fossem saberiam que enxergar á uma coisa e prestar atenção é outra coisa. Vamos falar aqui só da atenção. E também saberiam que quando o farol é usado no modo indiscriminado por toda a frota, êlçe perde automaticamente a sua condição de estímulo mutante passando para estímulo predominante e nessa condição deixa de chamar a atenção. Para que o farol aceso chame a atenção é necessário obedecer à Lei da Atenção ao Estímulo Mutante de Muller. Aí sim, faróis acesos exclusivamente para segmentos veiculares, como motos e ônibus, de fato aumentam a segurança por estarem em obediência à Lei de Muller. Como corolário conclui-se que toda a frota com faróis diurnos acesos suprime a segurança de motos e ônibus.
AFINAL, FAROL ACESO DE DIA AUMENTA A VISIBILIDADE OU NÃO?
Depende. Farol usado no modo sistêmico, sim. No modo indiscriminado, não. O sistema comandado pelo córtex visual, fruto evolutivo de milhões de anos aprimorou-se de tal sorte na percepção da luz natural que uma pessoa com os olhos totalmente vendados, durante o dia consegue processar a presença da luz, isto é, enxergar luz, a partir da informação levada pela hemoglobina, com a transdução feita pelo joelho. E em Wisconsin, o Dr. Paul Bach-Y-Rita está desenvolvendo transdutores com micro eletrodos que ajudam a língua a criar transdução. Com isso o córtex visual possibilita enxergar com a língua, de olhos fechados, no fundo do mar do mar. Pieron descobriu que um objeto iluminado com a luz de um décimo milésimo de uma vela já se torna perfeitamente visível. Isto significa que, mesmo com esse minúsculo estímulo luminoso, o sistema ocular já consegue transduzir. A partir daí, o cérebro inicia a condução da informação transduzida com o princípio de Writts. Na seqüência, esse pulso neural inicial mínimo é amplificado pela neurobiotaxe e é processado pelo sistema noérgico como luz. E que, portanto a idéia de que precisamos de um farol aceso à luz do sol para ver uma jamanta é pura enganação. Portanto, salvo as condições exigidas pela Lei da Relatividade Perceptiva de Hofdding confirmando a Relatividade de Einstein, faróis diurnos não são necessários nem para enxergar outros veículos, objetos e pessoas e nem para chamar a atenção.
DE QUE MANEIRA QUE O FAROL ACESO DE DIA NO MODO INDISCRIMINADO PODE PIORAR A VISIBILIDADE E A ATENÇÃO?
A natureza humana está preparada, a contemplar cenários diurnos sempre iluminados com luz natural, com luz reflexa e não com luz artificial. Isso é muito forte, muito arraigado, porque resulta de um processo evolutivo de milhões de anos. Portanto a regra fundamental é a seguinte: use exclusivamente iluminação natural. Somente recorra à iluminação artificial quando for absolutamente necessário. E só é absolutamente necessário para contrabalançar a falta de luz ambiente, como em túneis e neblina. A luz artificial só deve ser utilizada em obediência à Lei da Relatividade Perceptiva. Abre-se uma exceção para motos e ônibus, beneficiando-os com a Lei do Estímulo Mutante de Muller. Fora disso, faróis usados no modo anti-Einstein, isto é, no modo indiscriminado, deterioram a percepção ao invés de otimizá-la, conforme descoberta de Blondel Y REY, confirmada por Pieron e Muller: qualquer percepção de qualquer natureza se otimiza com o estímulo mediano e se deteriora com a overdose estimular. Isso estabelece a diferença entre degustação e porre; música e poluição sonora; proteção e poluição visual. Por isso é que o farol diurno abusivo pressiona para cima e continuamente o limiar visual, aumentando o estresse, com todas as suas seqüelas, e exigindo cada vez mais luz para ver menos. É o mesmo princípio perceptivo que separa a degustação do porre. Qualquer overdose seja gustativa, olfativa, auditiva ou visual deteriora a percepção, chegando ao limite da cronaxia: o bêbado precisa tomar álcool puro, porque a vodka mais forte já lhe parece água. E faróis artificiais sobrepostos ao sol nascente e poente provocam o mesmo efeito, isto é, a cronaxia, o popular ofuscamento, ou seja, momentos de cegueira cerebral, que podem ser fatais. Finalmente, o uso indiscriminado suprime a proteção do estímulo mutante para veículos seletivos como motos e ônibus. É bom salientar que, por outro lado, o uso do farol no modo sistêmico, aí sim, aumenta a segurança geral do trânsito, suprimindo os efeitos colaterais.
ENTÃO QUAL É A FONTE DE NOTÍCIAS CANTANDO EM PROSA E VERSO OS MILAGRES DO FAROL DIURNOS INDISCRIMINADO COMO A GRANDE PANACÉIA PARA A SEGURANÇA NO TRÂNSITO?
Nesse campo é preciso separar fato e ficção, joio do trigo. Tanto na indústria farmacêutica, quanto na automobilística e seu derivativo que é o trânsito pululam conceitos camuflados de técnicos e até de científicos, mas que não passam de releases dos respectivos lobbies. Um pouco de Foucault não faz mal para ninguém: o poder gera saber. Há uma diferença entre o motorista americano e o brasileiro que é a seguinte: o motorista americano sabe que o conceito de segurança ligado a farol diurno é merchandising dos lobistas do ramo. Sabe disso e por isso mesmo se organiza para derrubar faróis diurnos. O motorista brasileiro, não sabe disso, e por isso mesmo apóia a cegueira perceptiva do farol diurno sob clima tropical, furando o sinal vermelho de todas as descobertas científicas sobre mecanismos perceptivos. Pare e pense: só no Brasil, se faróis diurnos fossem compulsórios criariam uma necessidade de reposição de eletroimplementos da ordem de bilhões de reais. É necessária contínua e acurada vigilância intelectual para separar o que é release lobista do que é pesquisa científica. Cientificamente é sabido que faróis diurnos trazem de fato mais segurança e evitam acidentes quando usados no MODO SISTÊMICO. Mas no modo indiscriminado agravam os problemas, como o comprova a Associação Americana de Motoristas.
NO RIO GRANDE DO SUL FARÓIS DIURNOS NAS RODOVIAS DIMINUIRAM ACIDENTES.
O exemplo gaúcho é interessante. Foi intensamente utilizado pelo ritual do merchandising (propaganda na forma de notícia) no auge publicitário dos lobistas objetivando implantar no novo código de trânsito então em tramitação o sonho de todo vendedor: vender geladeira pra esquimó ou farol para uso debaixo do sol tropical. Especialistas e políticos vinham a público declarar que a experiência gaúcha com faróis apresentava resultados fantásticos, confirmando que a defesa dos faróis anticientíficos, dos faróis abusivos, dos faróis que não levam em conta as leis científicas dos mecanismos perceptivos, também não leva em conta a honestidade, usando sempre os mesmos dois argumentos a seu faro: a xenolatria e a manipulação, a mentira.
No RGS faróis compulsórios foram implantados em 1996 com lei estadual, caindo já em 1997 com o advento do novo CTB. As estatísticas oficiais REFUTAM a eficácia dos faróis: durante a sua vigência não houve a esperada diminuição de acidentes. Pior que isso houve considerável aumento de acidentes; a) Em 96 a frota gaúcha aumentou 7,4%, enquanto o foi lá para cima o crescimento: a) de acidentes atingindo 17,7%; b) de mortes no trânsito atingindo 20,7%; c) de feridos atingindo 12,8% e de veículos envolvidos atingindo 17,5%. Tudo isso contra um crescimento de apenas 7,4 na frota.
O próprio índice acidentes por dez mil veículos aumentou 18,5%, ou seja, mais que o dobro do crescimento da frota, pulando de 8,1 em 1995, para 9,6 sob o regime do inferno luminoso dos faróis abusivos. Nesse período, o RGS com faróis ficou entre a minoria dos estados que pioraram esse índice, enquanto a maioria dos estados livres dos faróis abusivos apresentou desempenho favorável e alguns com performance muito boa como Alagoas de 18 para 12,6; Acre de 19,2 para 16,3; DF de 11,6 para 9,5; Pará de 34,1 para 23,6; Paraná de 12,4 para 12,2; RJ de 8 para 6,6; SC de 14,2 para 12,9 e Tocantins 41,9 para 21,0.
Essa desastrosa experiência deve servir de lição, mostrando que o aumento da segurança rodoviária e a diminuição de acidentes podem ser obtidos sem violentar a natureza humana feita para a luz natural diurna. Porque, enquanto os acidentes gaúchos aumentaram em plena era obscura dos faróis abusivos, os carros trafegando com farol aceso mesmo nos dias de clima normal, prejudicaram com poluição luminosa 100% dos motoristas, dos pedestres alcançados pela luz e dos animais a beira da pista. Conseguiram aumentar a presença de dióxido de carbono na atmosfera e o número de mortos no cemitério.
O que impressionava na ocasião era ver políticos faroleiros mentindo para o público com a maior cara de pau. E até hoje tem gente tentando nos enganar. Informavam redução de acidentes quando eles estavam aumentando. Naquele tempo não se sabia de sanguessugas e mensaleiros. Hoje fica evidente que o interesse desses políticos não era a segurança do trânsito, mas sim os benéficos efeitos colaterais do mercado bilionário do uso compulsório dos faróis.
QUE RELAÇÃO EXISTE ENTRE FAROL E ENERGIA ATÔMICA?
Farol é como energia atômica: ambos em si não são nem benéficos e nem maléficos. Tudo vai depender de ONDE, COMO E QUANDO você os utiliza. É necessário contextualizar tanto a energia atômica quanto o farol para podermos avaliar se eles constituem uma panacéia ou uma "bomba". Tal como com energia atômica podemos construir usinas ou bombas atômicas, igualmente o farol pode trazer segurança quando usado no MODO SISTÊMICO, ou provocar grades prejuízos quando usado no MODO INDISCRIMINADO. O projeto 6777/2006 incentiva o uso correto, isto é, sempre no MODO SISTÊMICO e proíbe o uso abusivo, isto é, o MODO INDISCRIMINADO.
NA SUÉCIA, MODELO NA SEGURANÇA DO TRÁFEGO, FAROL BAIXO É OBRIGATÓRIO EM QUALQUER HORÁRIO
Essa notícia é fraudulenta. Lá é proibido o uso diurno do farol noturno. Durante o dia eles não usam farol baixo, usam o farol diurno, o DRL. Políticos e lobistas vem nos enganando com essa balela. Além disso, esse é o típico argumento fragmentário, válido no século XVIII, mas com o prazo de validade vencido no III Milênio. Lembro-me de políticos faroleiros que foram à Suécia durante a campanha de merchandising dos lobistas. Eles trouxeram o farol sueco para o Brasil, mas esqueceram de trazer junto com o farol também o clima nórdico com suas belíssimas nevascas. É como se tivessem trazido os casacos de pele das suecas para serem usados no lugar do biquíni no Rio Quarenta Graus. Se você quiser pensar dessa maneira, tudo bom, desde que você trata não só o farol e o caso de pele, mas também o clima ártico.
PORQUE OUTROS PAÍSES TAMBÉM USAM FAROL DIURNO?
Na grande maioria dos países que são obrigados à luz diurna por imperativos climáticos, é proibido o uso do farol noturno durante o dia. O Brasil ainda tolera esse uso leviano. Finalmente o PL 6777/2006 proíbe o uso diurno do farol noturno, restringindo-o ao rigorosamente necessário. Países obrigados a usar dispositivo luminoso diurno por imperativo climático adverso usam o farol diurno de baixa luminosidade conhecido como DRL. Então preste muita atenção no detalhe: nesses países, antigamente se usavam os faróis convencionais. Mas a pressão popular contra os efeitos colaterais e a poluição dos faróis convencionais noturnos conseguiram proibi-los para uso diurno, substituindo-os pelo DRL. É bom prestar atenção que nem mesmo esses países com clima ártico usam de dia os faróis convencionais noturnos. Ora, O PL-6777/06 está proibindo também aqui no Brasil o uso indiscriminado dos faróis convencionais diurnos, salvo nos casos pontuados.
QUE DESPESAS AUMENTAM COM O FAROL ACESO?
a) aumenta o consumo de combustível; b) aumenta gastos com reposição mais freqüente de eletroimplementos, tomando-se como ponto de partida que a vida média do farol é de 500 horas.
OS POLÍTICOS QUE AFIRMAM QUE É OBRIGAÇÃO DO MOTORISTA ARCAR COM O AUMENTO DE DESPESAS PROVOCADAS PELO FAROL DIURNO, ESTÃO CERTOS?
Tais políticos são irresponsáveis inimigos do meio ambiente e do motorista. Ora, se nenhum político pode criar uma despesa governamental sem criar também a respectiva fonte de renda, como é que esses míopes acham que podem criar uma despesa extra para o cidadão sem criar também uma receita extra. Além do que a poluição luminosa e atmosférica provocada pelos faróis indiscriminados provoca prejuízos que devem ser suportados por toda a sociedade: aumento do consumo de combustível e a poluição luminosa e atmosférica.
PORQUE RAZÃO NÃO É RECOMENDÁVEL INTRODUZIR NO BRASIL O DRL COMPULSÓRIO?
O uso correto dos faróis deve sempre obedecer à Lei da Relatividade Perceptiva. Por isso, dadas as condições climáticas tropicais brasileiras, a necessidade de faróis diurnos é esporádica, podendo dispensar o DRL. De qualquer forma tanto o DRL quanto o farol convencional, ambos devem ser usados sempre e somente no MODO SISTÊMICO, jamais no MODO MECANICISTA ou INDISCRIMINADO.
PORQUE NOS PAÍSES AVANÇADOS O FAROL NOTURNO PARA USO DIURNO FOI PROIBIDO E SUBSTITUÍDO PELO FAROL DIURNO?
O DRL comprova que faróis diurnos incomodam e produzem poluição luminosa. Eles surgirem objetivando amenizar os perversos efeitos colaterais dos faróis diurnos. E eles amenizaram, mas não resolveram o principal problema que é o da incompatibilidade absoluta entre os sistemas cerebrais evolutivos especializados em luz natural. O DRL continua incomodando tanto ao ponto de que a NMA – National Motorists Association – vem pleiteando a proibição do próprio DRL. Esse é um exemplo muito bom: não importa se o país é de primeiro ou de segundo mundo. As leis cerebrais são universais e são válidas para o mundo inteiro. Por isso é que, seja qual for o país, o farol jamais pode ser usado no MODO INDISCRIMINADO, sempre deve ser usada no MODO SISTÊMICO. O brasileiro tem que parar de ser subserviente. Se podemos exportar ciência, porque importar burrice?
QUE PREJUÍZOS PROVOCA O MODO INDISCRIMINADO DO FAROL DIURNO, SOB A ÓTICA CIENTÍFICA?
1) Motoqueiros perdem a proteção da “lei da Atenção de Muller”, acarretando-lhes grave aumento de acidentes. Não é sem razão que motoqueiros barraram os faróis diurnos abusivos na França; 2) Gastos com faróis e implementos confiscarão alguns bilhões anuais do motorista; 3) Onera o motorista e a sociedade provocando o criminoso aumento de 1% no consumo de combustível; 4) aumenta o risco noturno com faróis não trocados a cada 500h de vida; 5) provocam Poluição Luminosa afetando diretamente o cérebro dos animais humanos e não humanos, isso porque não enxergamos com os olhos, enxergamos com o cérebro. Por isso farol diurno abusivo: a) Eleva o limiar visual mínimo o que aumenta o estresse, com todas as suas seqüelas; b) O aumento contínuo do limiar visual provocado pelo farol diurno em clima tropical está na contramão do consagrado princípio perceptivo: a percepção se otimiza com o estímulo mediano e se deteriora com a overdose estimular, estabelecendo a diferença entre degustação e porre; música e poluição sonora; proteção e poluição visual; c) Cronaxia provocada por faróis sobrepostos ao sol nascente, poente e a pino provocará momentos de cegueira cronáxica cerebral, que podem ser fatais; d) Faróis abusivos foram condenados como perversa poluição luminosa pelo plenário do xv EPEA (Encontro de Entidades Ambientalistas Paranaenses) e pela 2ª Conferência Nacional do ministério do meio ambiente.
QUAIS SÃO OS PREJUÍZOS DO FAROL DIURNO INDISCRIMINADO, INCLUSIVE DO DRL, RELACIONADOS PELA NMA – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE MOTORISTAS AMERICANOS PELO O USO INDISCRIMINADO DOS FARÓIS DIURNOS?
A NMA – National Motorists Association relaciona mais os seguintes prejuízos à segurança do trânsito, à economia, aos motoristas e ao meio ambiente: 1. Para se protegerem contra a poluição ocacionada pela luz diurna do DRL, motoristas estão usando óculos de sol até em dias de chuva e configurando o retrovisor para a posição noturna; 2. Os DRL estão dificultando a visão dos sinais de trânsito e placas de sinalização; 3. O incômodo provocado pela luz do DRL está distraindo o motorista ao invés de aumentar a visibilidade; 4. o DRL Mascara outros usuários das rodovias como pedestres, trabalhadores, ciclistas e animais a beira da pista; 5. O DRL elimina a vantagem da proteção luminosa que o motociclista tem quando os demais veículos usam faróis apagados; 6. Altera e distorce a percepção de distância, aumentando os riscos de acidentes por distorção perceptiva - uma descoberta do brasileiro Prof. José Silva; 7. Reduz a visibilidade e o “destaque” dado aos veículos de emergência, bombeiros, ambulâncias, caminhões com combustível; 8. O farol diurno, até mesmo do DRL que é mais fraco que o farol convencional, provoca um triplo prejuízo: pune o motorista usuário, o motorista que vem em sentido contrário ou está na frente e a sociedade como um todo: a) o motorista usuário é punido com o aumento de despesas de combustível e manutenção do sistema elétrico; b) o motorista à frente ou em sentido contrário é punido com a poluição luminosa da luz diurna e suas seqüelas; c) a sociedade é punida por um considerável aumento total de combustível estimado em U$600 milhões de dólares anuais só nos EEUU; d) O preço mais elevado é pago pelos animais humanos ou não que são fulminados por duas poluições interdependentes: I - a poluição luminosa que prejudica a curto, médio e longo prazo pessoas, motoristas, pedestres e animais atingidos com luz artificial diurna, o que é contra a natureza que evoluiu milhões de anos preparando-os para contemplar luz natural; II - mas além disso o uso “criminoso” de luz diurna desnecessária joga oito bilhões de libras de dióxido de carbono a mais na atmosfera.
O QUE O INSTITUTO DE NOERGOLOGIA RECOMENDA PARA GARANTIR SEGURANÇA AO TRÃNSITO, MANTENDO O BEM ESTAR DO MOTORISTA E EVITANDO OS EFEITOS COLATERAIS DOS FARÓIS INDISCRIMINADOS?
I - substituir a visão fragmentária do farol descontextualizado pela sistêmica com ênfase no sujeito perceptivo; II - Inverter prioridade trazendo o Homem de volta para o primeiro plano, fazendo com que farol e trãnsito estejam a serviço do Homem e não mais o contrário como vem sendo equivocadamente feito; III - Avaliar sistemicamente os efeitos colaterais do uso indiscriminado e anticientífico dos faróis como a poluição luminosa e a poluição atmosférica; IV - Restringir o uso do farol ao que já determina o artigo 40 do CTB , exigindo obediência estritamente ao que a ciência perceptiva recomenda: toda a frota com faróis baixos só em túneis, neblina e intempéries. Fora disso ficam apagados, o que garante a proteção da Lei de Muller para motos e ônibus, que usam o farol diurno com exclusividade; V - Proíbir o uso anticientífico dos faróis diminuindo assim os riscos da perda do estímulo mutante por parte dos motoqueiros, dos acidentes ocasionados por cronaxia, ou seja, cegueira momentânea gerada por estímulos luminosos de faróis artificiais e sobrepostos à luz do sol quase na horizontal nas viagens para o oeste no final do dia ou para leste no início da manhã; de acidentes provocados por aumento de distorção perceptiva decorrentes da luz artificial sobreposta à luz do sol; de acidentes provocados pelo estresse gerado pela agressão da luz artificial no sistema visual e de acidentes noturnos gerado por faróis cujo teor de luminosidade foi esbanjado insensatamente à luz do sol, mas não foi trocado ao final do seu ciclo de luminância útil; VI - Criar cartilhas educativas do correto uso do farol, sempre obedecendo à Teoria da Relatividade Perceptiva, evitando o uso indiscriminado do farol, divulgando as leis perceptivas básicas, popularizando conceitos de distorção perceptiva nas ultrapassagens, de permanência mnésica visual no crepúsculo, etc. medidas que certamente aumentarão a efetiva segurança no trânsito, sem provocar efeitos colaterais e expurgando definitivamente interesses lobistas da pesquisa científica pura sobre mecanismos perceptivos do sistema mente-cérebro.
ACENDA ESTA IDÉIA: RESPEITE O SOL, APAGANDO O FAROL!
Cuidado com farol aceso de dia: êle agride diretamente a natureza humana preparada para a luz natural diurna e não para a luz artificial. Reflita no alerta do Dr. Bock: “a exposição aos ciclos naturais de luz resulta da evolução de milhões de anos e o Homem não pode interferir nesse mecanismo impunemente. Podemos enganar pessoas, mas não nosso organismo”. Farol veicular diurno também envenena a atmosfera com dióxido de carbono. Provoca prejuízos vários para o motorista e para a sociedade. E nos priva cada do prazer tão gostoso de simplesmente contemplar o mundo natural. Priva-nos do “direito ao ambiente natural” , que nos está assegurado pela carta da UNESCO de 1994 e pela Carta da Terra.
BIBLIOGRAFIA
1. ACKERMANN, Diane, 1992. UMA HISTORIA NATURAL DOS SENTIDOS, Rio de Janeiro, Bertrand
2. BETTONI, Jacob, 1999. REVOLUÇÃO DE PARADIGMA NA PSICOLOGIA, Cwb, Alexandria
3. DE BONO, Edward, 1969. O MECANISMO DA MENTE, Petrópolis, Vozes.
4. LEBON, Martin, 1971. OS SEGREDOS RUSSOS DA PARAPSICOLOGIA, RJ. Artenova
5. FARINA, Modesto.1975. PSICODINÂMICA DAS CORES EM PUBLICIDADE, SP. Edusp
6. GRAY, Jeffrey. 1976. A PSICOLOGIA DO MEDO E DO STRESS, RJ. Zahar.
7. HOOPER, Judith. A QUÍMICA DO MISTICISMO, Rev. Ciência Ilustrada, ano II (11).
8. Le SHAN, Lawrence, 1995. REALIDADES ALTERNATIVAS, SP. Summus
9. LOWENSTEIN, Otto.1968. OS SENTIDOS, RJ. Biblioteca Universitária
10. MUELLER, Conrad.G.1966. PSICOLOGIA SENSORIAL, RJ. Zahar
11. NHI, Barte,1972. IOGA E PSIQUIATRIA, RJ. Civilização Brasileira
12. OCHBERG, Julian E. 1973. PERCEPÇÃO, RJ. Zahar
13. OLIVENNES, Armand 1972. DELÍRIO E REALIDADE, RJ. Civilização Brasileira
14. OSTRANDER, Sheila e SCHROEDER, Elynn. 1970.EXPERIÊNCIAS PSÍQUICAS ALÉM DA CORTINA DE FERRO, SP. Cultura
15. PIERON, Henri, 1969. PSICOLOGIA EXPERIMENTAL, RJ. Zahar
16. QUEVEDO, Oscar Gonçalves. A FACE OCULTA DA MENTE, SP. Loyola
17. SACKS, Oliver et alt., 1999. THE MAN WHO MISTOOK HIS WIFE, EEUU. Discovery
18. STILL, Alfred,1965. NAS FRONTEIRAS DA CIÊNCIA E DA PARAPSICOLOGIA DO NORMAL AO PARANORMAL, SP. Ibrasa
19. TOMPKINS, Peter et al.1974. A VIDA SECRETA DAS PLANTAS, RJ. Expressão e Cultura
20. WAPNICK, Kenneth et al.,1978. EXPERIÊNCIA CÓSMICA E PSICOSE, Petrópolis, Vozes
21. WEILL, Pierre, 1976. A CONSCIÊNCIA CÓSMICA, INTRODUÇÃO À PSICOLOGIA TRANSPESSOAL, Petrópolis, Vozes