INTRODUÇÃO:
Revoluções de paradigma sempre provocam choque civilizatório
do paradigma emergente com o paradigma vigente. É
compreensível que as pessoas consideradas "cultas e
comprometidas com teorias e práxis do velho paradigma"
tenham mais facilidade de encontrar explicações afinada com
teorias do velho paradigma e ao mesmo tempo, maior
dificuldade em compreender teorias e práxis do paradigma
emergente. Esta recorrência histórica pode ser observada em
inúmeros exemplos: foram os doutores a) em geocentrismo, que
condenavam o heliocentrismo; b) e em imobilidade sanguínea
que condenavam a teoria circulatória do sangue, etc.
Esta dificuldade de conseguir enxergar o novo traz grandes
prejuízos, como mostram os exemplos citados do passado e que
continuam ocorrendo atualmente, porque a história se repete.
Veja o texto do aluno JOÃO RANHEL Ouvinte USP da Disciplina
PSI-5764 – Introdução à Ciência Cognitiva, do prof. HENRIQUE
DEL NERO, aula do dia 29.09.2006, o seguinte texto: "Del
Nero citou o médico Sherrington, que realizou várias
cirurgias denominadas comissurotomia, contudo encontrei uma
definição: “cisão apenas do corpo caloso, mantendo incólumes
as demais conexões inter-hemisféricas, permanecendo a
contralateralidade visual” apenas no site do Instituto de
Noergologia. Então procurei a definição desse termo:
NOERGOLOGIA, novo paradigma da Psicologia que focaliza o
homem não mais como um ser passivo inconsciente, mas como um
pólo de poder dotado do sistema mente-cerebro ativo e
criador. São seus axiomas: a) Cérebro é órgão e instrumento
do pensamento; b) Ser humano é intencional, não
determinista; c) Noesis Ativa: mente-cérebro é um sistema
ativo e criador; d) Imaginação comanda noergia; e) Cientista
holocentrado.O que é isso? Acho que não é esse o caminho!
” ( o grifo é nosso)
A citação é um exemplo de mascaramento de pesquisa com a
comodista técnica do peenchimento de palavrório com citações
descontextualizadas. O texto mostra desconhecimento do
significado da expressão “axioma do observador holocentrado”
e do próprio conceito de axioma paradigmático. Percebe-se
que o aluno se limitou a dar um search no Google com a
palavra “comissurotomia” e simplesmente copiou o verbete do
glossário da Noergologia, sem contextualizá-lo com os demais
verbetes correlatos do glossário e com o novo vínculo
paradigmático..
Com isso perdeu também a oportunidade de começar a conhecer
Noergologia, que é uma revolução paradigmática em busca de
uma visão contemporânea da interface pensamento cérebro a
nível noérgico. A Neurociência, beneficiada com a evolução
paradigmática da sua área de atuação, vem trazendo
resultados palpáveis para a raça humana. Todavia a
Psicologia vigente vinculada ao velho paradigma
mecano-passivista continua dando velhas explicações para as
novas descobertas proporcionadas pela neurociência.
Noergologia corrige essas distorções proporcionando uma
compreensão dos mecanismos cerebrais à luz do paradigma
emergente. Sugerimos o texto O ERRO DE DAMÁSIO que é uma
leitura noergológica do livro “O ERRO DE DESCARTES”.
COMISSUROTOMIA, CALOSOTOMIA, CÉREBRO DIVIDIDO, ESPLITADO
OU BIPARTIDO: Na literatura acadêmica constata-se o uso
desses termos ora como equivalentes ora como diferentes, e
geralmente desprezando as implicações da contralateralidade
visual, como se vê nos exemplos extraídos do dicionário
digital de termos médicos: CALOSOTOMIA:
separação dos hemisférios através da extirpação total ou
parcial do corpo caloso. Em geral se extirpam os dois terços
anteriores para o tratamento da epilepsia ou parte do terço
anterior para abordar tumores do terceiro ventrículo.
COMISSUROTOMIA: Cirurgia
de abertura de comissuras. A própria definição de João
Ranhel também ignora essas implicações: “a extirpação
dessas comissuras, dessas junções”.
Mas, para o rigor científico exigido pela Noergologia
tornou-se indispensável convencionar semantemas que
incorporados ao glossário noergológico deixem clara qual
situação visual o termo implica: CÉREBRO DIVIDIDO,
esplitado ou bipartido, segundo o clássico conceito do Dr.
Sperry consiste na “cisão do corpo caloso e demais conexões
entre os dois hemisférios a partir da parte superior do
tronco cerebral incluindo o quiasma ótico”. Nesse caso
desaparece a contralateralidade visual. O termo Cérebro
dividido é inadequado para a COMISSUROTOMIA OU
CALOSSOTOMIA, termos restritos à cisão apenas do corpo
caloso, mantendo incólumes a demais conexões
inter-hemisféricas, permanecendo a contralateralidade
visual.
Para melhor compreensão dos MECANISMOS PARADIGMÁTICOS